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31/01/2020 | 08:25 | Geral

Após batalha judicial de quase 4 anos, União tem até novembro para indenizar irmãos separados dos pais com hanseníase

Lei que vigorou de 1949 a 1986 permitiu que governo segregasse filhos sadios desses pacientes em 'orfanatos' para crianças com pais vivos. Irmãos de SC que passaram por um desses locais na década de 1960 ganharam direito a uma indenização de R$ 50 mil cada por danos morais

Lei que vigorou de 1949 a 1986 permitiu que governo segregasse filhos sadios desses pacientes em 'orfanatos' para crianças com pais vivos. Irmãos de SC que passaram por um desses locais na década de 1960 ganharam direito a uma indenização de R$ 50 mil cada por danos morais
Bebês retirados pelo estado de pais, que eram pacientes de hanseníase, e eram enviados a preventórios. ? Acervo Jaime Prado
Em 1963, quando os pais receberam o diagnóstico de hanseníase e tiveram de ser compulsoriamente internados em leprosários, os irmãos catarinenses Roberto e Ana (nomes fictícios) foram imediatamente afastados do restante da família.
"Tínhamos tios vivos, mas não nos deixaram ir para a casa deles. Nos mandaram para um educandário com outras crianças na mesma situação", lembrou Roberto, em entrevista ao G1. Ele ficou no local por dois anos, um a menos que a irmã.
Uma lei federal que vigorou de 1949 a 1986 permitiu que o governo brasileiro segregasse filhos sadios de pacientes com hanseníase em locais conhecidos como preventórios, uma espécie de orfanato para crianças com pais vivos.
Em março de 2015, Roberto e Ana entraram na Justiça do Rio Grande do Sul pedindo à União uma indenização por danos morais, iniciando uma batalha judicial que passaria por três instâncias e levaria quase quatro anos.
Fonte: G1
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