Caminhoneiros autônomos insatisfeitos com o governo da
presidente Dilma Rousseff prometem paralisar a circulação de caminhões nas principais rodovias brasileiras a partir desta segunda-feira. No Rio Grande do Sul, segundo
integrantes da mobilização convocada pelo Comando Nacional do Transporte, haverá pelo menos 10 pontos de interrupção. Em vídeo postado no Facebook
no fim de semana, um dos principais líderes do movimento, Ivar Schmidt, de Mossoró (RN), pediu aos motoristas que exponham "a sua indignação com o que
está acontecendo no país" e que apoiem a causa.
— O nosso objetivo é a renúncia da presidente. Tenho
convicção de que se todo povo vier junto, a gente vai conseguir — disse Schmidt, na gravação.
No Estado, segundo Fábio Luis
Roque, caminhoneiro de Santa Rosa que integra o Comando Nacional do Transporte, a expectativa é de que o tráfego de veículos pesados seja reduzido. A maioria dos
caminhões já está parada em casa, nos postos de combustíveis ou nos pátios das empresas de transporte.
Participantes da
mobilização estão concentrados, de acordo com Roque, em pelo menos 10 locais para impedir a passagem daqueles que tentarem furar a greve. Segundo o caminhoneiro, os
pontos (alguns com mais de um piquete) incluem Soledade (BR-386), Santa Rosa (BR-472, nas saídas para Três de Maio e para Santo Cristo), Carazinho (BR-386), Pelotas (BR-392),
São Sepé (BR-392), Giruá (RS-344) e Entre Ijuís (BR-285).