A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (5) que motivo do desaparecimento de um menino de 8 anos durante 32 dias em
Balneário Piçarras, no Litoral Norte catarinense, seria vingança entre membros da mesma família. Conforme o delegado, quatro pessoas serão indiciadas pelo
sumiço do garoto. Até esta quinta-feira (5) a criança permanecia em um abrigo, à espera que a Justiça decida sobre sua guarda.
O
menino desapareceu em 14 de agosto. Testemunhas relataram ter visto o garoto pegando o ônibus escolar, no bairro Itacolomy, perto de casa, e também na chegada à escola,
que fica no mesmo bairro, no início da tarde. O menino, porém, não compareceu às aulas naquele dia.
Conforme o delegado Wilson Masson, o
garoto teria ficado neste período em poder de duas mulheres que seriam sobrinhas da tia-avó do garoto, que tinha a guarda dele. "As duas irmãs mantiveram o garoto
em cárcere privado. Uma delas tem dois filhos maiores de idade, que sabiam que o menino estava ali, por isso também serão indiciados".
De
acordo com o delegado, uma das mulheres que ficou com a criança teria problemas pessoais com a tia. Segundo ele, a tutora teria testemunhado contra a sobrinha para que ela perdesse a
guarda de dois filhos. O sequestro do menino de 8 anos seria uma vingança.
Quando o menino foi encontrado, sozinho às margens de uma rodovia, ele estava
com um bilhete escrito a mão: "Chama a polícia". Segundo a polícia, também havia uma carta que informava que o menino foi negociado por R$ 5 mil e era
maltratado pela família.
"A principio a história da carta não procede, não seria a motivação do crime. Inclusive quem
escreveu a carta seria uma jovem de 18 anos, filha de uma das suspeitas, que também será indiciada", relata Masson.
O inquérito deve ser
concluído na próxima terça-feira (10) e ainda serão ouvidas testemunhas. Segundo o delegado, os suspeitos serão enquadrados em cárcere privado,
subtração de incapaz e e associação criminosa.