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31/10/2015 | 08:02 | Geral

Soja: 5 de alta

Os Estados Unidos saem do horário de verão às 2h do dia 1º de novembro, domingo, quando os relógios serão atrasados em 1h. Assim os horários da Bolsa Chicago serão alterados com o pregão eletrônico atuando de Domingo até Sexta das 23:00 PM até 11:45 AM. Com intervalo de 45 minutos e recomeçando das 12:30 PM até 17:20 PM. Os horários dos relatórios dos Estados Unidos também serão impactados em 1 hora.
Os contratos futuros de soja fecharam em alta neste último pregão da semana na Bolsa de Chicago. O contrato de soja janeiro encerrou o dia cotado a 8,85 dólares por bushel ou 5 centavos de alta. Durante o pregão a mínima para o contrato foi registrada em 8,78 dólares por bushel, com a máxima em 8,87 dólares por bushel. Os contratos futuros de soja março e maio, referentes à safra nova brasileira fecharam cotados a 8,88 e 8,94 dólares por bushel respectivamente. 
O dólar encerrou o dia estável, cotado a 3,861 reais. Durante o pregão a mínima para a moeda internacional foi registrada em 3,834 e a máxima em 3,882 reais. O dólar futuro março fechou cotado a 4,003 reais, com o dólar para maio cotado a 4,068 reais.
Com a aproximação do relatório de oferta e demanda USDA em 10 de novembro, o mercado internacional de soja deve começar a se posicionar. Com os embarques e o processamento norte americano de soja operando acima dos níveis do ano anterior, as perspectivas para a demanda devem ser impactadas. Assim os preços da soja devem apresentar recuperação. Lembrando que a produção do país pode ter sido superestimada pelo departamento em seus últimos relatórios.
No lado técnico do contrato futuro de soja janeiro, as próximas resistências estão em 8,92, 9,03 e 9,12 dólares por bushel. Em caso de queda, os suportes estão nos níveis de 8,81, 8,75 e 8,69 dólares por bushel. Sendo que o principal objetivo para o contrato de soja janeiro é buscar as médias móveis de 100 e 200 dias em 9,34 e 9,54 dólares por bushel respectivamente. Outra medida que deve ser observada é a máxima de 52 semanas em 10,62 dólares por bushel, ocorrida em 12 de novembro de 2014; em algum tempo este nível deve ser testado. A mínima de 52 semanas em 8,57 dólares por bushel recém realizada em 11 de setembro de 2015 deve ser considerada a mínima para o ano.
Outro fator que deve ser observado com atenção são os níves dos preços futuros de farelo de soja que operam invertidos, comprovando a forte demanda por farelo no curto prazo e se mostrando o líder de um possível movimento de recuperação.
No cambio, devido a crise política no Brasil e a inevitável elevação da taxa de juros norte americana aguardada para dezembro ou março, a perspectiva para o real é de desvalorização perante o dólar com objetivo de testar a máxima para o contrato de 52 semanas em 4,234 reais ocorrida em 24 de setembro de 2015. 
Na próxima segunda feira os USDA divulga os relatórios de embarques para exportação e colheita norte americana.
Na semana anterior, o embarque para exportação de soja norte americana estava em 9,534 milhões de toneladas. Comprovando a demanda com embarques de soja dos Estados Unidos acima 15,7% do mesmo período do ano anterior. Os embarques de milho estavam em 4,675 milhões de toneladas, abaixo 1,667 milhões de toneladas do mesmo período do ano anterior quando 6,433 milhões de toneladas haviam sido despachadas.
Para colheita de soja dos Estados Unidos, o mercado aguarda evolução para 90% da área completa. Para o milho é aguardada evolução para 85% da área completa.
Fonte: Mauricio Corrêa - Sim Consultoria
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