O pedreiro de 30 anos Mário Caregnato sobreviveu
após a parede de uma casa destruída cair em cima dele. A situação ocorreu em Curitiba no fim de agosto, e um vídeo feito pelo cunhado dele, na hora do
acidente, viralizou recentemente na internet.
Por causa da gravidade dos ferimentos, Caregnato ficou internado por dez dias, sendo que três foram na Unidade
de Tratamento Intensivo (UTI). Quase dois meses depois do acidente, o rapaz conversou com uma equipe de reportagem da RPC sobre o ocorrido.
"Nós estamos
acostumados a filmar quando vai (sic) fazer uma demolição pra mostrar pro proprietário do imóvel a situação do imóvel dele. Mas ali
não... foi por acaso. Aquilo aconteceu porque era para acontecer", disse.
Fraturas
Caregnato teve várias
fraturas na área do peito, o pulmão perfurado, ferimentos na cabeça e vértebras trincadas.
"Eu tive cinco fraturas de costela no
lado esquerdo, uma do lado direito que perfurou o pulmão, o [osso] esterno que fraturou, tive hemorragia interna, perdi três litros de sangue, dois coágulos na
cabeça – um na nuca e um na testa, que foi onde bateu a parede na nuca, e a cabeça no chão, e machuquei o joelho", contou.
Ele já
consegue andar, mas ainda tem dificuldades para fazer alguns movimentos e, por isso, depende da ajuda da família. Os médicos disseram que o pedreiro nunca mais poderá
erguer peso. Agora, ele pensa em procurar outro emprego.
"Posso continuar minha vida normalmente. O que só eu não vou poder fazer mais é
levantar peso. Na minha parte de construção civil, eu não posso mais trabalhar, vou ter que arrumar outra coisa pra fazer", afirmou o jovem.
Agradecimento
No dia em que recebeu alta do hospital, o rapaz gravou um vídeo emocionado: "Venho através desse vídeo
agradecer a todos vocês que oraram por mim, manifestaram do que Deus tem na vida de vocês, dispuseram de um tempo precioso de vocês. Eu sei que cada um tem o seu tempo,
precisa fazer as suas coisas, mas se dispuseram e me ajudaram. Muito obrigado".
Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado
do Paraná (Sinduscon-PR), este é um dos setores com mais trabalhadores informais e, em função disso, as chances de acidentes, como o que aconteceu com Caregnato,
aumentam.