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Promotoria de Defesa do Consumidor obteve na Justiça a interdição da empresa de latícinios Lactibom. Sete foram presos na operação. Entre eles,
Luciano Petry, sócio-proprietário.
Em função da comprovação de irregularidade apontada nos laudos de amostras colhidas
nesta quarta-feira (21), constituiu-se flagrante. A ação é um desdobramento das operações Leite Compensado 10 e Queijo Compensado 2.
Leite vencido era industrializado após adição de água – inclusive de poços artesianos – no laticínio de Venâncio Aires, já
interditado quatro vezes desde 2008, e depois revendido. Em alguns casos, foi constatado até 30% a mais de água. O produto que não conseguiam fraudar por estar muito
estragado, era repassado para fabricação de queijos, alguns apresentando até coliformes fecais.
O promotor Alcindo Bastos comenta a
interdição:
“Tivemos que tomar a medida extrema de solicitar judicialmente para evitar que os consumidores sejam prejudicados ao consumir
praticamente em vez de leite. Cabe agora à Secretaria Estadual da Agricultura verificar se e quando essa empresa poderá retomar as atividades”.
Reincidência
A Lactibom já havia sido alvo de investigação em 2008. Na ocasião, foi interditada, o que voltou a
ocorrer duas vezes em 2014, e no início deste ano. Em 2008, a interdição foi total. Nas outras, apenas a linha de produção.
Além disso, cinco envolvidos na operação Leite Compensado 5, no Vale do Taquari, no primeiro semestre de 2014. A investigação continua para saber se
há produtos nocivos à saúde humana no leite industrializado pela Lactibom, que tem agora a razão social H2B.