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20/10/2015 | 05:22 | Polícia | Trânsito

PRF reforça fiscalização após morte de 3 meninas em acidente na BR-386

Instalação de lombada eletrônica ou pardal no trecho está sendo avaliada pelo DNIT

Instalação de lombada 

eletrônica ou pardal no trecho está sendo avaliada pelo DNIT
Acidente ocorreu próximo a aldeia caingangue, na BR-386, em Estrela (Foto: Tadeu Vilani / Agência RBS)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) já começou a reforçar a fiscalização na BR-386, especificamente no trecho onde três meninas indígenas morreram após serem atingidas por um rodado de caminhão enquanto esperavam o ônibus para ir à escola. Nesta segunda-feira (19), um radar fotográfico que consegue flagrar irregularidades a um quilômetro de distância já começou a ser utilizado próximo a aldeia caingangue, em Estrela, no Vale do Taquari.
Além disso, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Logística (DNIT) irá fazer adequações na sinalização, como a colocação de placas na altura do quilômetro 360, e começa a fazer estudos para realizar a instalação de uma lombada eletrônica ou um pardal no local onde ocorreu o acidente.
“O uso [do radar fotográfico] vai ser principalmente naqueles horários de maior movimento, que tem mais movimento de crianças, de pedestres, usando a rodovia para se locomover, e também em outros horários que for possível usar, porque obviamente nós temos algumas restrições quanto a questão de tempo do equipamento ficar trabalhando, pois ele trabalha com baterias”, afirmou o inspetor Adão Madril, chefe da 4ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal.
Outras medidas
Nesta tarde, uma reunião de indígenas e órgãos públicos - como o DNIT, PRF e Prefeitura de Estrela - foi realizada na sede do Ministério Público Federal (MPF), em Lajeado, para discutir medidas de ampliação da segurança no trecho da BR-386.
Além do reforço na sinalização e fiscalização no trecho, o transporte escolar municipal começará a buscar os estudantes indígenas dentro da aldeia a partir da próxima segunda-feira (16). A iniciativa foi tomada para que os alunos não fiquem esperando o ônibus nas margens da rodovia.
As autoridades ainda avaliam o oferecimento das aulas dentro da aldeia caingangue, antes da conclusão das obras em uma escola que está sendo construída no local.
O acidente
Na manhã desta segunda-feira (19), um caminhão perdeu um rodado na altura do quilômetro 360 da BR-286 e atingiu quatro crianças de uma aldeia indígena em Estrela. Três meninas, identificadas como Chaiane Soares Lemes, 15 anos, Taís Soares Lemes, 9 anos, e Franciele dos Santos Soares, 14 anos, morreram no local. A outra criança, de 13 anos, foi encaminhada para o hospital de Estrela e segue internada na UTI em estado grave.
O delegado José Romanci Reis, da Polícia Civil de Estrela, deve indiciar Hélio Fernando da Rosa Amador, de 53 anos, motorista do caminhão que teve o rodado solto e atingiu as quatro meninas indígenas. De acordo com o delegado, o caminhoneiro tinha conhecimento que as rodas soltaram, mas preferiu seguir viagem. Reis também destacou que aguarda o resultado da perícia no caminhão e no tacógrafo para concluir a investigação.
"Eu continuo com a mesma convicção de que, na verdade, ele percebeu o acidente e mesmo assim se evadiu do local. É quase impossível que alguém vá perder o rodado de um caminhão, o que deve ter dado um barulho bastante grande, e não tenha percebido. Isso é quase que inconcebível. Eu acho muito difícil, ainda mais que esse rodado se desprendeu do lado do motorista", afirmou.
Já o motorista afirma não ter percebido que o rodado havia se desprendido do caminhão. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Hélio Fernando da Rosa Amador também afirmou que o veículo passou por uma manutenção há menos de uma semana, inclusive com a troca de dois pneus.
"Eu saí de lá cinco horas da manhã, conforme consta no tacógrafo, e só vim parar sete e meia da manhã para tomar café, quando foi que eu percebi que tava sem roda do último eixo da carreta, passando Fontura Xavier, o primeiro posto à direita", disse o motorista, que está preso.
Fonte: Rádio Gaúcha
Instalação de lombada 

eletrônica ou pardal no trecho está sendo avaliada pelo DNIT
Foto: Divulgação/PRF
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