Nesta segunda-feira, a Polícia Civil começa a percorrer o rastro deixado por 10 bananas de dinamites encontradas na margem da BR-472, em Itaqui. Os policiais buscam uma
explicação para o artefato explosivo, ligado a um aparelho celular, ter parado foi parar à beira da rodovia na Fronteira Oeste.
O material
foi encontrado pela tripulação de um carro-forte que furou um dos pneus próximo ao local na tarde de sexta-feira. Esse é o principal foco da
investigação dos agentes da Delegacia de Polícia Civil de Itaqui. As circunstâncias que cercam essa investigação são, no mínimo,
curiosas, conforme a delegada Elizandra Mattoso Batista.
As circunstâncias
Na tarde de sexta-feira, um carro-
forte se deslocava pela BR-472 no sentido Itaqui-Uruguaiana quando, no km 492, localizado a 10 quilômetros do centro de Itaqui, o veículo furou um dos pneus, saiu da pista e
capotou em um barraco. A tripulação do carro-forte, composta por quatro pessoas, desceu e uma delas atravessou a rodovia em busca de sinal para o celular, quando encontrou o
artefato explosivo.
No final da tarde de sexta-feira, uma equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), de Porto Alegre, explodiu o
artefato. Os quatro tripulantes foram ouvidos pela polícia no final de semana.
— Esses são os fatos conhecidos. Além deles, nós
vamos ter o relatório do Gate, que trará a numeração que consta nas dinamites, o que irá permitir que rastreemos a sua origem. Infelizmente, por
razões técnicas, o celular, que estava acoplado ao artefato, precisou ser explodido junto — relata a delegada.
Caminho dos
explosivos
Elizandra acredita que se chegar à origem dos explosivos poderá traçar o caminho de como eles foram parar na beira da estrada e
se existe alguma relação com o carro-forte. Nesta segunda-feira, ela também deve conversar com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para esclarecer uma
outra ocorrência envolvendo explosivo deixado na beira da BR- 472.
— A PRF teria sido avisada da existência de um artefato semelhante a esse
encontrado na beira da estrada. Uma patrulha teria se deslocado até o local e não encontrado nada — comenta Elizandra.
Além da PRF, a
delegada também deverá conversar com a Polícia Federal (PF), que é responsável pela segurança das fronteiras, pois o caso pode se tratar desde
simples quadrilheiros tentando assaltar um carro-forte até uma questão de segurança de fronteira.