À procura do advogado suspeito de fraudar indenizações de seus clientes, a Polícia Federal (PF) recebe ajuda da Interpol (órgão de
polícia internacional). Segundo a PF, Mauricio Dal Agnol estaria no Exterior. O suspeito é proprietário de um dos maiores escritórios de advocacia de Passo
Fundo, no norte do Estado, e estaria envolvido em um esquema que, envolvendo outros advogados e contadores, teria lesado em torno de 30 mil clientes no RS, desviando cerca de R$ 100
milhões das vítimas.
A Polícia Federal começou a investigar o caso depois que alguns clientes ingressaram na Justiça com
ações de prestação de contas, indenização e ressarcimento contra o advogado. As vítimas haviam procurado Dal Agnol ou seu escritório
para tratar de ações contra a Brasil Telecom, antiga Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), uma das principais áreas de atuação
do profissional.
Nesta sexta-feira, são cumpridos pelo menos um mandado de prisão preventiva e oito de busca e apreensão em escritórios de
advocacia e de contabilidade e em uma residência em Passo Fundo e outra em Bento Gonçalves.
Segundo investigação, que começou
há dois anos por representação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Federal (MPF), um grupo de advogados de Passo Fundo captava
clientes e ajuizava ações contra uma empresa de telefonia. Os valores referentes aos casos vencidos perante a Justiça não eram repassados aos clientes, ou eram
pagos em quantias menores do que as estipuladas.