Um assessor parlamentar foi preso na manhã desta sexta-feira (25) em
Balneário Camboriú no Litoral Norte de Santa Catarina. Ele é suspeito de se passar por policial militar e desviar produtos apreendidos, mas prisão em flagrante
foi por posse ilegal de arma de fogo.
Outro assessor e um policial militar também foram conduzidos para a delegacia para prestar esclarecimentos. A
operação da Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de assessores de vereadores e de policias militares de Balneário Camboriú
na manhã desta sexta.
“A operação foi realizada para investigar tráfico de drogas, corrupção de menores e
organização criminosa”, explica o delegado Osnei de Oliveira, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da cidade. Segundo ele, a ação
dá continuidade a operação iniciada há duas semanas que resultou na prisão de um sargento da PM.
De acordo com o delegado, os
dois assessores são suspeitos de participarem de ações policiais. “Eles se passavam por policiais para abordar as pessoas e alguns produtos apreendidos eram
desviados. Na maioria das vezes eles não levavam os produtos para a delegacia”, detalha.
Em nota, a Câmara de Vereadores de Balneário
Camboriú informou que a prisão não tem relação com as atividades do Legislativo e que o presidente da casa determinou a exoneração do
servidor preso.
Apreensões
Durantes os mandados de busca e apreensão, a polícia apreendeu fardas oficiais
da Polícia Militar, rádios comunicadores, um distintivo da Polícia Federal, duas pistolas, uma delas de brinquedo, e um fuzil americano, também de brinquedo na
casa do assessor preso.
O suspeito foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, mas deve pagar fiança e ser liberado, conforme o delegado.
Até as 12h desta sexta, Oliveira estava providenciando a atuação do flagrante e não havia estabelecido o valor da fiança.
Investigação
Segundo o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel José Evaldo Hoffmann
Junior, uma investigação iniciada há cerca de dois meses apontou que cinco policiais estariam envolvidos no esquema.
“Instauramos um
procedimento administrativo a partir de denúncias de que eles poderiam estar envolvidos em organização criminosa e que atuavam junto de civis. Nós que informamos
à Polícia Civil”, afirma Hoffmann.
Segundo ele, durante a tarde desta sexta-feira uma reunião será realizada para discutir sobre a
situação desses militares. “Algumas atitudes serão tomadas e aguardamos a investigação para tomar providências”.