Logomarca Paulo Marques Notícias

22/09/2015 | 10:47 | Praia Notícias | Polícia

Porto Belo e Itapema incluídos na Operação Ex-Câmbio, da Polícia Federal

A Polícia Federal desarticulou nesta terça-feira, na Operação Ex-Câmbio, esquema de crimes financeiros envolvendo quatro organizações criminosas integradas por doleiros que atuavam em Santa Catarina. A suspeita é de que, juntos, os grupos movimentavam cerca de US$ 600 milhões de dólares por ano. A ação ocorre nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
Ao todo são 280 policiais federais atuando nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema, Dionísio Cerqueira, Porto Belo, Joinville (SC), Curitiba e Barracão (PR); e Porto Alegre (RS). Eles cumprem 27 mandados de prisão, 10 de prisão preventiva e 17 de prisão temporária, além de 68 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de condução coercitiva. Na ação, 30 veículos foram bloqueados e 37 imóveis foram sequestrados.
Segundo informações preliminares da PF, os grupos investigados, que atuavam como agentes oficias do mercado de câmbio, utilizavam correspondentes cambiais como fachada para a prática de uma série de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
Entre as fraudes praticadas estavam a falsificação da identidade dos adquirentes da moeda estrangeira (boletagem) como também dos reais remetentes e destinatários de divisas ao exterior decorrentes do pagamento de importações (fraude cambial).
Também praticavam a evasão de divisas mediante o sistema de dólar cabo. Os recursos obtidos com as atividades criminosas eram dissimulados de diversas maneiras, entre elas, o uso de laranjas para a compra de imóveis e carros de luxo e a movimentação de contas bancárias, contando ainda com a participação de dois gerentes de banco.
A investigação teve início em 2011 com a apreensão de mais de US$ 80 mil transportados clandestinamente por um dos integrantes da organização criminosa investigada. No decorrer dos trabalhos já foram apreendidos mais de US$ 350 mil e R$ 400 mil em espécie.
Os envolvidos responderão pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, instituição financeira clandestina, fraude cambial, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, e integração de organização criminosa.
Fonte: O Sol Diário
Mais notícias sobre Praia Notícias