Sindicalistas bloqueiam, na manhã desta terça-feira (22), na chegada e na saída da Capital, pela Avenida da Legalidade. Um grande congestionamento se
forma na região da rodoviária da Capital. Após a manifestação no local - ainda sem previsão de término - o grupo seguirá em caminhada
até a Assembleia Legislativa (AL). Desde as 7h da manhã, nenhum ônibus consegue acessar a rodoviária. De acordo com a Carris, o protesto afeta o serviço
das linhas de ônibus 343, 353, D43, 431, 473, 476, 510 e linhas circulares da empresa.
Na AL, a segurança é reforçada, por conta da
votação que ocorre à tarde, de projetos polêmicos como as propostas de aumento de impostos e de extinção de duas fundações. O acesso
ao plenário será controlado, após os problemas registrados na última tentativa de votação. Dirigentes do Movimento Unificado receberam senhas de
acesso às galerias da casa.
A presidência da Casa disponibilizou 145 entradas, que serão divididas entre representantes dos trabalhadores e
de entidades ligadas ao comércio, indústria e serviços, entre outros. Outros 145 bilhetes serão destinados a apoiadores da elevação de
alíquotas, como prefeitos e pessoas ligadas a partidos políticos.
Os organizadores da greve receberam autorização para instalar um
telão na esplanada da Assembleia Legislativa, voltado para a Praça da Matriz, para que servidores acompanhem a votação. Milhares de pessoas são
aguardadas.
Entre os serviços que devem ser afetados com a greve desta terça estão: aulas na rede estadual, registro de ocorrências policiais
que não forem consideradas graves, investigações da Polícia Civil e transferências de presos. Os sindicatos que representam os metroviários e
rodoviários afirmam que não irão apoiar paralisações no Trensurb e nos ônibus da Capital.