Núcleos de convecção profunda, chuva oriunda basicamente de calor e umidade, se formaram na tarde deste sábado
(19) sobre municípios do oeste e sudoeste do Paraná provocando tempestades localizadas.
Em pelo menos cinco municípios, essa
convecção esteve mais profunda, o que resultou em fortes rajadas de vento e danos à população.
Em Itaipulândia, a Defesa Civil
informou que o temporal, acompanhado de granizo, destelhou algumas construções parcialmente e derrubou árvores.
No município de Medianeira, o
Corpo de Bombeiros registrou destelhamentos de construções dentre estabelecimentos comerciais, prédios públicos e residências, além de quedas de
árvores. Pelo menos três pessoas ficaram feridas sendo uma em estado grave.
Em Missal, casas também foram destelhadas e no interior,
árvores e postes de energia elétrica foram derrubados deixando a área sem o fornecimento da mesma, de acordo com a Defesa Civil. Parte da cobertura de uma quadra
poliesportiva ficou destruída com a tormenta. No interior do município, barracões agrícolas desabaram sobre insumos e maquinários.
No município de Santa Helena, a Defesa Civil também confirmou que árvores caíram e casas foram destelhadas. Um grupo de pescadores que estava no rio
Paraná, no Lago de Itaipu, desapareceu após o vendaval e as buscas foram iniciadas.
No mesmo município, a estação
meteorológica automática mantida pelo Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) registrou rajada máxima de vento de 99 km/h.
Já em Serranópolis do Iguaçu, igualmente aos outros municípios, construções foram destelhadas e árvores caíram com a força do
vendaval. Uma torre de retransmissão de sinal de internet também caiu com as rajadas de vento. Segundo a Polícia Civil, um homem teve um ataque cardíaco ao ver
sua casa sendo parcialmente danificada pela tempestade vindo a falecer.
Em Foz do Iguaçu, a estação meteorológica automática
operada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou rajada máxima de vento de 70,5 km/h.
Moradores da região filmaram o momento em que
uma microexplosão se formou sobre a região despejando enorme coluna de água e vento.
Microexplosão, comumente pode ser confundido
com tornado, dado o aspecto de funil que tange o solo, mas no caso do oeste paranaense, meteorologistas afirmam que, caso um tornado, com imenso funil como o da microexplosão tivesse
se formado, toda a região teria sido dizimada.
Assista o vídeo clicando aqui