O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul concedeu liberdade ao homem acusado de matar o
padre Eduardo Pegoraro, em Tapera, no Norte do Estado. O réu, Jairo Paulinho Kolling também atirou contra a esposa, Patrícia Kolling, por desconfiar de uma
relação entre ela e o sacerdote.
No período em que permaneceu em prisão domiciliar, enquanto se recuperava no hospital, a juíza
do caso dispensou custódia de agentes penitenciários. Por esse motivo, o desembargador Diógenes Vicente Hassan Ribeiro entende que a manutenção da
prisão preventiva não é necessária, liberando o réu.
“Não há qualquer fundamento para que o paciente,
após ter permanecido em prisão domiciliar em regime hospitalar, sem a custódia dos agentes penitenciários, por mais de 60 dias – desde 12 de junho passado
– seja transferido a estabelecimento prisional quando de sua alta”, cita o magistrado na decisão.
Kolling teve a prisão preventiva decretada
logo após o crime, mas como estava em atendimento hospitalar, só foi conduzido ao Presídio de Espumoso no dia 17 de agosto, após a juíza Marilene
Parizotto Campagna entender que ele poderia colocar em risco a vida de vítimas e testemunhas.
“A vítima, novamente, relatou temer por sua
segurança, salientando que o réu era uma pessoa tranquila, assim como relatado pelas testemunhas de defesa, mas que acabou “surtando” ao desconfiar que ela
possuía um relacionamento com o Padre Eduardo”, afirmou em decisão.
Crime
Kolling, que é de
Selbach, desconfiava de um relacionamento amoroso entre a esposa dele, Patrícia, e o religioso. Ela dava aulas de violão na paróquia. Desconfiado, marcou uma
reunião entre os três no salão paroquial. Testemunhas ouviram disparos. O padre levou um tiro no peito e morreu na hora. Patrícia levou um tiro no pulmão.
Jairo teria tentado o suicídio, mas sobreviveu após também ter sido ferido com disparo de arma de fogo.