Os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Rio Grande
do Sul aderiram à greve nacional da categoria a partir desta sexta-feira (4). De acordo com a Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social
(ANMP), pelo menos 30% dos peritos devem seguir em atendimento. A paralisação dos servidores do INSS completa 60 dias no estado.
Na pauta de
reivindicações dos peritos, estão a redução da carga horária de 40 horas para 30 horas, a incorporação de benefícios ao
salário, redução de níveis de progressão, recomposição do quadro de peritos e aumento salarial de 27% em dois anos. A proposta do governo
é de aumento de 21,3% em quatro anos.
Em nota, o INSS aconselha os segurados que agendaram perícia médica em uma Agência da Previdência
Social (APS) a ligar para a Central Telefônica 135 e consultar previamente a situação do atendimento na unidade. "Quem não for atendido em razão da
paralisação dos servidores peritos médicos terá sua data de atendimento remarcada. O segurado poderá confirmar a nova data também por meio da
Central 135", diz o texto.
Para o diretor de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência no Rio Grande do Sul
(Sindisprev-RS), Thiago Manfroi, a demora na adesão dos peritos deve-se à decisões da associoção. "Agora estamos muito fortes, as pautas continuam as
mesmas. Estamos debatendo a proposta feita pelo governo em foros espalhados pelo país".
De acordo com o último balanço divulgado pelo
Ministério da Previdência Social, das 109 agências do INSS no estado, 54% estão funcionando parcialmente e 15% estão totalmente fechadas. Os servidores
pedem reajuste salarial de 26%, incorporação das gratificações, realização de concurso público, melhores condições de trabalho
e atendimento à população, reposição das perdas salariais, plano de carreira e fim do que classificam como assédio moral.
Manfroi ainda ressalta que a delonga da greve se deve à demora do Governo Federal em apresentar propostas. "A realização de concurso público é uma
prioridade máxima para nós. Precisamos repor os funcionários mais rapidamente ou a previdência social pode entrar em colapso estrutural."