As polícias Civil e Militar de Santa Catarina buscam pistas sobre a quadrilha que, após dois meses de trégua, voltou a
levar terror a uma pequena cidade do Estado num ataque a banco. Agora, desde abril, já são sete ataques violentos e com a polícia sendo encurralada por criminosos nas
regiões da Serra, Planalto Norte e Meio-Oeste.
Com armas pesadas, assaltantes dispararam mais de 20 tiros de fuzil contra o quartel da Polícia
Militar em Pouso Redondo, cidade de 16,1 mil habitantes no Alvo Vale do Itajaí.
O ataque aconteceu às 2h45min da madrugada de sábado. Enquanto
um grupo de ladrões encurralava a tiros os dois únicos policiais de serviço, outro grupo explodia a agência do Bradesco, fugindo com o dinheiro dos caixas
eletrônicos - a unidade da PM fica a cerca de 500 metros do banco.
Segundo a PM local, a suspeita é que os assaltantes estavam em três
veículos e sejam de fora da região Foram encontradas 21 cápsulas de fuzil, calibre 556 - no sábado, a informação é que teriam sido
utilizadas espingardas calibre 12.
A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) investiga o assalto em conjunto com a Polícia Civil
local.
Segundo o delegado Anselmo Cruz, da Divisão de Roubos e Antissequestro, a princípio não seria a mesma quadrilha dos últimos
ataques no interior em razão do armamento ser diferente. Anselmo lamentou a ausência de filmagem pela agência.
O último roubo no interior
havia sido no dia 30 de junho, em Timbó Grande, no Planalto Norte, onde a quadrilha agiu com fuzis Ak 47 e fez reféns como escudos humanos na fuga.
As
outras cidades alvo foram São Cristóvão do Sul, Irani, Seara, Campo Alegre e Santa Cecília. A direção da Deic afirma que há um grupo de
policiais atuando na investigação da quadrilha.