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22/08/2015 | 06:01 | Geral

Servidores dizem que greve vai 'sair do controle' se pagamento for de R$ 500

Governo estadual não confirma se haverá parcelamento do pagamento dos salários do funcionalismo, mas admite que as contas estão "piores"

Governo estadual não confirma se haverá 

parcelamento do pagamento dos salários do funcionalismo, mas admite que as contas estão
Agentes da Polícia Civil estão entre os servidores que aderiram à greve de três dias (Foto: Diego Vara / Agencia RBS)
Ainda é conversa de bastidor, mas a possibilidade de que no próximo dia 31, data de pagamento da folha salarial de agosto do Estado, os servidores recebem, no máximo, R$ 500 põe em alerta o funcionalismo.
— A indignação já é muito grande, se isso realmente acontecer, vai haver, seguramente, um descontrole. Não dá nem para imaginar o tom dos servidores em todo o Estado — adianta o presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos (Fessergs), Sérgio Arnoud.
Caso não recebem o salário integral, 43 categorias de servidores entrarão em greve por quatro dias, entre 31 de agosto e 3 de setembro. No entanto, se o valor for ainda mais baixo do que o pago em julho, de R$ 2.150, a indignação deve se intensificar.
— R$ 500? É menos de um salário mínimo (atualmente de R$ 788) para as pessoas, para as famílias. Vamos esperar a confirmação e tomar providências — afirma Isaac Delivan Lopes Ortiz, presidente do Ugeirm, sindicato que representa os agentes de nível médio da Brigada Militar.
Além de ampliar a paralisação, as entidades prometem acionar a Justiça e realizar outras ações que serão votadas em assembleia.
Vice-presidente do Cpers, Solange Carvalho destaca a mobilização conjunta e inédita das mais de 40 categorias sindicais. Na próxima segunda-feira, os representantes do chamado Movimento Unificado se reúnem na Capital, às 14h, para discutir os rumos da mobilização.
— Voltamos na segunda ao trabalho, mas permanecemos em estado de alerta, dialogando com a sociedade e explicando que não se trata apenas do nosso salário, mas que todos estão perdendo com o sucateamento do serviço público e desvalorização de setores prioritários como educação, segurança e saúde — conclui Solange.
Fonte: Zero Hora
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