Uma das áreas mais afetadas pela crise no Rio
Grande do Sul, após a Educação, é a segurança pública. Policiais militares queixam-se da falta de estrutura e do déficit de pessoal. No
início do ano, logo depois que assumiu o governo do estado, o governador José Ivo Sartori assinou um decreto que suspende as nomeações de aprovados em concursos
públicos.
Na quinta-feira (20), a Associação dos Cabos e Soldados protocolou no Tribunal de Justiça um mandado de segurança
coletivo, pedido com urgência de nomeação de 2,5 mil PMs, aprovados no concurso da Brigada Militar no ano passado.
“Está faltando
mais de 18 mil brigadianos. Hoje se o estado quiser temos 2,5 mil brigadianos prontos para entrar na Brigada Militar, concursados né”, diz o presidente da
associação, Leonel Lucas.
A categoria diz entender a crise financeira do estado, mas reforça que a segurança pública não
pode mais esperar.
“A gente entende a situação do estado, mas também temos que entender a situação da população
gaúcha que está clamando segurança pública e para o brigadiano também nos temos que ter segurança pra nós e nós não temo tendo
segurança”, comenta.
O Comando da Brigada Militar afirmou que respeita a atitude e diz que também reivindica mais policiamento.