Depois de uma terça-feira tumultuada por
manifestações de servidores estaduais na Capital e que terminou com a aprovação de uma greve de três dias, o governador José Ivo Sartori se
manifestou no final do dia, no Palácio Piratini, e determinou o corte do ponto dos grevistas.
— Já determinei aos secretários que
presença será presença, e falta será falta — anunciou Sartori, conclamando para que os servidores não paralisem atividades "pelo bem do povo
gaúcho".
O governador ainda destacou o "esforço" que o Piratini fez para quitar o salário atrasado de julho, o que levou a
"pedalar" a dívida com a União. Afirmou que, embora considere as manifestações "democráticas", o governo cumpriu seu dever para com o
funcionalismo.
— Nunca faltou respeito e diálogo e vamos continuar dialogando — disse Sartori.
Questionado sobre como se
dará o pagamento dos salários de agosto, o governador evitou dar uma resposta objetiva e disse que o Executivo continuará se esforçando para superar a crise,
destacando os projetos de ajuste fiscal que estão sendo encaminhados à Assembleia Legislativa.
Na assembleia unificada desta terça, que contou com
cerca de 40 categorias e 30 mil pessoas no Largo Glênio Peres, os servidores decidiram que, se o Piratini parcelar novamente os salários no final do mês, será
feita nova paralisação entre 31 de agosto e 2 de setembro. No dia 3, será feita nova assembleia em Porto Alegre para definir os rumos do movimento.