Tem causado preocupação à notícia de que um caso suspeito de mormo está sendo investigado em Três de Maio. Em
entrevista em Rádio Colonial, a veterinária Tiana Oliveira da Inspetoria de Defesa Agropecuária, explicou que no município de Santo Antônio das
Missões, há cinco casos suspeitos de mormo que, em primeiro exame realizado, deram positivo. Mas é preciso um segundo teste, complementar, para saber se trata-se, de
fato, do mormo, porque existe a possibilidade de um falso positivo.
A Secretaria Estadual da Agricultura determinou que todos os cavalos que tiveram contato com os casos
suspeitos na Região das Missões sejam investigados. Descobriu-se que uma égua foi trazida de Santo Antônio para uma propriedade de Três de Maio. Já
foi coletada amostra do sangue do animal para a realização do teste. Tiana acredita que deve levar, no máximo, uma semana para que o resultado que vai confirmar ou
descartar o mormo seja divulgado. A propriedade que tem 28 cavalos foi interditada e a entrada ou saída de eqüinos estão proibidas até que o resultado do teste
seja conhecido. As autoridades decidiram não divulgar a localização da propriedade, por enquanto. Desde o primeiro caso em Rolante foram realizados cerca de 6 mil
exames em todo o Rio Grande do Sul.
Dos exames realizados, 11 deram positivo e foram encaminhadas novas coletas para contraprova no laboratório oficial do
Ministério da Agricultura em Pernambuco e ainda não retornaram. Os desfiles farroupilhas não estão proibidos, mas todos os cavalos precisam fazer o exame do
mormo para a emissão da guia de trânsito animal, documento necessário para a movimentação dos equinos, e determinado pelo Ministério da Agricultura
quando há caso confirmado da doença. Em Três de Maio, a festa campeira que estava sendo organizada pelo Piquete Só Os Brutos Sobrevivem para a Semana Farroupilha
foi cancelada.
Aliás, o que está fazendo muitos municípios desistirem dos desfiles farroupilhas são o custo e a logística para a
realização do exame, já que não há laboratório credenciado no Estado.