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17/08/2015 | 05:38 | Geral

Manifestantes se reúnem em Porto Alegre contra o governo federal

De acordo com a Brigada Militar, cerca de 30 mil pessoas participaram

De acordo com a Brigada Militar, cerca de 30 mil pessoas participaram
Manifestantes carregaram faixa contra Dilma em Porto Alegre (Foto: Jonas Campos/RBS TV
Manifestantes fizeram ato contra o governo federal em Porto Alegre neste domingo (16), assim como ocorreu em diversas capitais do país. A concentração no Parque Moinhos de Vento (Parcão) começou às 14h. O ato seguiu em uma caminhada que passou por duas grandes avenidas da capital gaúcha, a Goethe e a Ipiranga, e retornou ao local de origem por volta das 17h40. De acordo com a Brigada Militar, 30 mil pessoas estiveram presentes, mas os manifestantes estimam que havia 65 mil pessoas.
Conforme a Empresa Pública de Tranporte e Circulação (EPTC), a Avenida Goethe foi bloqueada entre a Rua 24 de Outubro e a Mostardeiro, em ambos os sentidos, para a concentração dos manifestantes, que começaram a caminhada por volta das 15h.
O trajeto da caminhada passou pela Avenida Goethe, Rua Silva Só e Avenida Ipiranga. Depois, os manifestantes retornaram pelo mesmo trajeto até o Parcão, onde os se dispersaram.
A Brigada Militar informou que 400 policiais seriam deslocados para acompanhar o protesto. 
Carros de som acompanham os manifestantes e carregam faixas contra a presidente Dilma Rousseff. Os manifestantes estenderam uma faixa nas cores da bandeira do Brasil, com a frase "impeachment já" em preto.
"Estou muito insatisfeita, tem que acabar com a impunidade. Estou preocupada com nosso futuro, quase não durmo", diz a contadora Terezinha Maria Plesnik, que foi ao protesto na capital gaúcha com a amiga Inês Teles, aposentada.
O perfil das pessoas que manifestam em Porto Alegre é variado. É possível ver desde crianças a idosos fazendo o trajeto pelas ruas da capital. A aposentada Matilde Gomes, de 98 anos, ignorou o tempo nublado e com vento, com chance de chuva, e saiu para a rua para protestar.
"Estou cansada de ver tantos governos corruptos. Quando casei, em 1948, falei para meu noivo: 'não quero ter filhos, porque meu filho será ladrão ou vítima de ladrão'. É, o país chegou a isso", disse a idosa.
Em um prédio próximo ao viaduto da rua Silva Só, onde passaram os manifestantes em caminhada, algumas pessoas seguraram bandeiras vermelhas com o símbolo do PT. O grupo que passava gritou palavras de ordem e todos trocaram provocações. Alguns andares para cima, no mesmo edifício, outros apartamentos apoiavam a movimentação.
Segundo a Brigada Militar, não houve transtornos durante o protesto.
Fonte: G1
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