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10/08/2015 | 05:56 | Geral

Santa Rosa/RS abre 2º século da soja no Brasil com preço em alta

Marco zero da soja no Brasil, na Vila XV de Novembro, em Santa Rosa. Região começa novo século da oleaginosa com "o pé direito"

Marco zero da soja no Brasil, na Vila XV de Novembro, em Santa Rosa. Região começa 

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A soja completou 100 anos na safra passada no Noroeste do Rio Grande do Sul. Nesta semana, quando o setor produtivo compra os insumos para o primeiro plantio do segundo século de produção contínua, o mercado traz novos estímulos. Em contratos baseados na troca de sementes e adubo por grãos, os produtores gaúchos estão conseguindo travar preço de R$ 70 por saca de soja para entrega em maio, durante a próxima colheita.
O valor é 4,5% maior que o atual, confirmando tendência de alta. A cotação de R$ 67 por saca, praticada no mercado físico nesta sexta-feira, consolida alta de 10% em apenas um mês.
A Emater gaúcha emitiu boletim em que relata otimismo na formação de pacotes para aquisição de adubo e semente. Os técnicos dizem, um mês antes da divulgação das primeiras projeções do plantio de 2015/16, que a perspectiva é de nova ampliação na área da oleaginosa.
Na safra em que completou 100 anos de produção contínua de soja, o Rio Grande do Sul plantou 5,2 milhões de hectares — maior extensão alcançada no estado. A produtividade alcançou média de 2,8 mil quilos por hectare pela primeira vez, resultando em safra recorde de 14,8 milhões de toneladas, o terceiro maior volume do país (atrás de Paraná, com 17 milhões, e de Mato Grosso, com 28 milhões de toneladas).
E o milho?
O Rio Grande do Sul ameaça fazer novo corte — estimado em 10% pela Emater – na área do milho de verão – para ampliar a área de soja. O cereal perdeu 9% de sua área e ficou com apenas 940 mil hectares de campos gaúchos um ano atrás, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Com mais cerca de 90 mil hectares, a soja pode chegar a 5,3 milhões de hectares, ultrapassando todos os anos anteriores.
A troca do milho pela soja, no entanto, deixa setores como o que fabrica ração com menos matéria-prima. A colheita do cereal tende a recuar a menos de 6 milhões de toneladas. A tendência é que o insumo também registre reajuste, como estímulo à produção.
Produtividade
6,6 mil osquil
de milho por hectare foram atingidos pelo Rio Grande do Sul na última colheita de verão. Para que setores como o da indústria de ração não enfrentem escassez, estado terá de superar produtividade da qual nunca havia chegado perto.
Fonte: Agrolink
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