Logomarca Paulo Marques Notícias

12/02/2014 | 06:22 | Geral

Morte de cinegrafista pode mudar o rumo dos protestos no Brasil

O impacto não se resumiu à comoção popular, como também pôde ser sentido até no Congresso Nacional

O impacto não se resumiu à comoção popular, como também pôde ser sentido até no Congresso Nacional
Foto: Wilson Junior / POOL/ESTADÃO CONTEÚDO
O ataque com rojão responsável por matar o cinegrafista Santiago Andrade desencadeou reações em série e tem potencial para alterar o rumo dos protestos que ganharam as ruas em junho passado. O impacto não se resumiu à comoção popular. Pôde ser sentido até no Congresso Nacional, onde dois projetos de lei devem ser votados em breve: um tipifica o crime de terrorismo para enquadrar black blocs, outro prevê punição à prática de desordem e proíbe máscaras em manifestações.
José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, propôs uma "política de Estado de proteção ao jornalista". Andrade captava imagens em um protesto contra o aumento da tarifa de ônibus no Rio, na quinta-feira, quando foi atingido pelo artefato, que teria sido acionado pelo foragido Caio Silva de Souza. O velório de Andrade será realizado amanhã, entre 7h e 11h. Ao meio-dia ocorre a cremação. 
O episódio repercutiu no Exterior. A Associação Mundial de Jornais (WAN-IFRA), que representa 18 mil publicações, 15 mil sites e mais de 3 mil empresas, e o Fórum Mundial de Editores enviaram carta à presidente Dilma Rousseff manifestando indignação. Na correspondência, as duas entidades lamentam a morte do cinegrafista, manifestam a expectativa de que os responsáveis sejam levados à Justiça e requisitam que o trabalho dos jornalistas seja exercido com segurança no Brasil.
Fonte: Zero Hora
Mais notícias sobre GERAL