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07/08/2015 | 08:42 | Geral

Oficiais da BM adotam medidas semelhantes à operação-padrão dos delegados de polícia do Estado

Em assembleia, as duas entidades definiram ações que serão tomadas em conjunto

Em assembleia, as duas entidades 

definiram ações que serão tomadas em conjunto
Servidores pedem pagamento de salário integral do mês de julho (Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS)
Delegados de polícia e oficiais da Brigada Militar definiram na noite desta quinta-feira medidas que serão tomadas enquanto o governo do Estado não pagar os salários do mês de julho. Entre elas, estão as determinações para que os servidores mantenham em funcionamento apenas ações ordinárias competentes a cada órgão e não participem dos desfiles cívico-militares em 7 e 20 de setembro, alegando contenção de gastos.
De acordo com o presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asofbm), coronel Marcelo Frota, a postura corresponde a um "retraimento" dos oficiais da BM e delegados em relação "às carências do Estado". Similar à operação-padrão adotada pela Polícia Civil, a Brigada Militar fará a partir desta quinta-feira a Operação Legalidade.
— Não se pode fazer uma escala de serviço sem que haja uma previsão de pagamento. Do contrário, nossos policiais militares terão de cumprir as suas 40 horas e nada mais do que isso — afirmou o coronel.
Outras medidas adotadas pelos oficiais serão não realizar operações em outros municípios — somente com pagamento adiantado de diárias — e colocar na rua somente o limite do efetivo, apenas para operações rotineiras.
— Essa diminuição deve ter efeito nas ruas, mas não por força das medidas adotadas pelos oficiais da BM. Será porque o governo não fez inclusão dos nossos efetivos e não disponibiliza horas extras, sem entrada de recursos — informou o presidente da Asofbm.
Os delegados de polícia seguirão com a suspensão de toda e qualquer ação e operação policial até a integralização do subsídio referente ao mês de julho, com exceção de casos graves e flagrantes de delitos. A medida, segundo a presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Asdep), Nadine Anflor, foi motivada pelo parcelamento do salário da categoria.
— Nós não estamos rompendo com o governo, mas queremos diálogo. A polícia vinha trabalhando por esforço de cada policial. O que nos restava era o salário, e nos cortaram. Atingiram a nossa dignidade — lamentou.
Os delegados também vão suspender o sobreaviso por 30 dias, a partir do próximo dia 17. Já as ocorrências que podem ser registradas pela delegacia online, como perda de documento, acidente de trânsito sem vítima, furto simples, crimes contra honra, maus-tratos contra animais e perturbação de tranquilidade, não serão mais protocoladas nas delegacias de polícia.
Fonte: Zero Hora
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