Choveu forte em algumas regiões do Rio Grande do Sul entre a noite de terça-feira (4) e a madrugada desta quarta (5). A instabilidade permanece durante o dia, com pancadas a
qualquer momento em boa parte do estado. Durante a noite as condições começam a melhorar, e na quinta-feira (6) a previsão é de tempo seco.
Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas alcançarão até 30°C nesta quarta. Para Porto Alegre, a previsão
é de até 23°C. No fim da madrugada, os termômetros marcavam 16°C na capital, com chuva fraca.
Na quinta, o tempo ficará parcialmente
nublado e com temperaturas oscilando entre 11°C e 33°C. O calor seguirá até o fim de semana, com máximas acima dos 30°C.
Volta
da chuva não gera alerta
Com a volta da chuva, muita gente que segue fora de casa em razão do mau tempo que atingiu o estado na segunda metade
de julho e provocou alagamentos com cheias de rios e arroios, se preocupa. Na Região Metropolitana, onde a situação ainda é considerada crítica,
são 247 pessoas ainda desabrigadas.
De acordo com o último balanço da Defesa Civil, até o fim da tarde de terça-feira (4), havia 106
moradores de Cachoeirinha fora de casa. Como o nível do Rio Gravataí represa devagar, ainda há pontos com água acumulada na região. Em Alvorada, o
número de desabrigados é de 100. Em Novo Hamburgo ainda são 20 pessoas, e em Uruguaiana, já na Fronteira Oeste do estado, 16. Em todo o Rio Grande do Sul, o
número de desabrigados chegou a passar de 2,5 mil.
A Central de Doações, no Centro Administrativo Fernando Ferrari, no Centro de Porto Alegre,
continua recebendo material para os desabrigados. Quem não puder levar até o local, pode enviar de ônibus de qualquer rodoviária.
Como choveu
forte em Porto Alegre durante a madrugada, a atenção se voltou novamente ao Guaíba, que chegou ao seu pico durante a cheia de julho. Mas a última
medição mostrou que o nível das águas está em 1,66 metros e tem se mantido assim. A preocupação é quando atinge a partir de 1,80m.
Nesses útlimos dias, 140 pessoas que moram na região das ilhas, às margens do Guaíba, que estavam em abrigos, conseguiram retornar para suas casas.