Com a conclusão do inquérito policial referente
à Operação Parada Obrigatória II, sete pessoas foram indicadas por diversos crimes na área de trânsito nas cidades de Itajaí, Brusque, no
Vale, e Florianópolis. Desse total, quatro são agentes públicos. O inquérito foi concluído na sexta-feira (31) e a conclusão, divulgada pelo
Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) nesta segunda (3).
As sete pessoas foram indiciadas pelos crimes de peculato, concussão (exigir vantagem
indevida), advocacia administrativa (patrocinar interesse privado valendo-se da qualidade de funcionário), receptação qualificada e corrupção passiva.
Além dos quatro agentes públicos, há empresários e outras pessoas sem vínculos com o serviço público. Um deles segue preso
preventivamente.
Deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Itajaí em 14 de
julho, a operação Parada Obrigatória II apura crimes de falsidade ideológica, corrupção passiva e ativa, advocacia administrativa, lavagem de
dinheiro, associação criminosa e quadrilha, dentre outros. Durante a investigação, o Gaeco ouviu 35 pessoas, entre testemunhas e envolvidos nos crimes
apurados.
O inquérito com os indiciamentos será encaminhado para a Promotoria de Justiça da área da moralidade administrativa de
Itajaí para análise e providências cabíveis. A operação Parada Obrigatória I, deflagrada em conjunto com a Parada Obrigatória II,
continua em apuração.
O Gaeco é uma força-tarefa formada pelo Ministério Público de Santa Catarina, as Polícias Civil e
Militar, Secretaria de Estado da Fazenda e Polícia Rodoviária Federal.