Uma mega-operação
organizada pelo 5º Regimento de Polícia Montada de Santiago, com participação de policiais do Setor de Inteligência e do Pelotão de
Operações Especiais (POE), além do apoio de policiais do Setor de Inteligência da Brigada Militar de Santa Maria e de policiais militares de Cacequi, São
Vicente do Sul e Mata, evitou o furto abigeato de 33 bois de três anos, prontos para o abate. Os animais estavam em uma propriedade rural em Mata, na localidade de São Rafael,
e o dono nem desconfiava que seria vítima de furto abigeato. Toda a ação policial durou quase 24 horas.
Após denúncia anônima de
que uma carreta boaideira estaria em São Vicente do Sul na noite de quinta-feira, 30, para carregar gado furtado, os policiais de Santiago organizaram a operação e
pegaram a estrada. A ação iniciou as 18 horas de quinta e prosseguiu até às 15 horas desta sexta-feira, 31, finalizando com a autuação em flagrente
de Antônio Pedro Vessozi Filho, de São Francisco de Assis, e Alfredo Fraga dos Santos, natural de Ivoti mas morador de Sapiranga. Após o registro da ocorrência, a
dupla foi encaminhada para o Presídio Estadual de São Vicente do Sul onde ficará a disposição da Justiça.
De acordo com a
Brigada Militar, Antônio Pedro Vessozi Filho era o vendedor dos bois. Alfredo Fraga dos Santos era o comprador. Santos já havia depositado para Vessozi R$ 8.500,00, entregaria
mais R$ 7.500,00 no momento da compra e também um Astra, modelo 2004.
Os animais seriam furtados de uma Fazenda na localidade de São Rafael. Com a ajuda de
outras pessoas, que estão sendo investigadas pela Polícia Civil, os bandidos utilizaram um brete da propriedade onde os bois seriam furtados e improvisaram um corredor elevado
para que os animais pudessem ser furtados. Uma carreta boiadeira de São Gabriel faria o transporte da carga, sem saber que os animais eram origem de furto.
Ainda, segundo a Brigada Militar, a nota fiscal apresentada pelo comprador era fria. Nela, constava a informação que os bois seriam encaminhados para um abatedouro na cidade
de Araricá, na região metropolitana de Porto Alegre. O valor dos bois na nota totalizava R$ 36.900, porém a carga foi avaliada em aproximadamente R$ 80 mil.
Atuou no caso também, o delegado de polícia João Carlos Brum Vaz, de Santiago. Ele pediu a prisão preventiva dos acusados e de outras pessoas
suspeitas de participarem da quadrilha que atuava na região. Os presos poderão responder por tentativa de furto qualificado, formação de quadrilha,
receptação e falsidade ideológica.