A Promotoria de
Justiça Especializada Criminal apresentou, na quarta-feira, 22, novas denúncias referentes aos crimes investigados pelas sétima e oitava fases da Operação
Leite Compen$ado. As denúncias, assinadas pelo Promotor de Justiça Mauro Rockenbach, foram oferecidas à Justiça das Comarcas de Erechim e Getúlio
Vargas.
LEITE COMPEN$ADO 7
Em relação à Operação Leite Compen$ado 7, 12
pessoas foram denunciadas em dois processos diferentes, sendo que Amauri Rempel, Angélica Rempel e Andresa Segatt são citados em ambos os casos. Isso porque foram detectados
dois núcleos da fraude. Um deles é compreendido entre maio de 2014 e maio de 2015. Conforme as investigações, Eliana Maria Vendruscolo Suzin, na
condição de gerente e administradora da empresa I. VENDRÚSCULO E CIA. LTDA, junto aos denunciados Edeovar Tenutti, Vandirlei Luiz Barbieri e Neodir Soares (motoristas
da empresa), adulteravam, falsificavam, corrompiam (na localidade de Mariano Moro) e transportando o leite fraudado até o posto de resfriamento Rempel & Coghetto Ltda. Lá,
o proprietário Amauri Rempel recebia o produto, com auxílio das laboratoristas Andresa Segatt e Angélica Rempel, que não realizavam as análises adequadas
para atestar os parâmetros de controle de qualidade de matéria-prima, sob o amparo de Márcia Bernardi (que é laboratorista chefe).
Neste
mesmo período, outro grupo também encaminhava leite adulterado para a Rempel & Coghetto Ltda, desta vez formado por Dionisio Pogorzelski, Jovani José Pogorzelski,
Natal Agapito Machado Filho e Clair Marcio Modkovski. Dionisio Pogorzelski e Jovani José Pogorzelski, na condição de proprietários da empresa Transportes de
Cargas Pogorzelski Ltda. (localizada no município de Floriano Peixoto), eram os mentores do esquema criminoso e chefiavam os motoristas Natal Agapito Machado Filho e Clair Marcio
Modkovski, que participavam ativamente do crime ao adulterar, falsificar, corromper e transportando leite até a Rempel & Coghetto Ltda.
Em dezembro
de 2014, foram denunciados Walter Roberto Krukowski, Paulo César Bernstein, Divonir Longo Rambo, Paulo César Ruhmke, Genoir Roque Hojnowski, Sidmar Ribeiro Rodrigues, Indionei
Eliezer de Souza, Matheus Alberto Burggraf, Luciano Antônio Nilson, Fabiana Machado da Silva Nilson, Marlus Muller, Michel Adriano Schinatto, Amauri Rempel, Andresa Segatt, Arino
Adalberto Adami, Angelo Antonio Paraboni Filho, Márcia Bernard, Elizete Marli Bessegato, Cristiane Biasus, Daniela Tamanho, Angélica Rempel e Elizar Lisovski.
LETE COMPEN$ADO 8
Em relação à Operação Leite Compen$ado 8, mais seis pessoas foram
denunciadas. Os primos Adriano Melati e Reinaldo Melati, bem como Marcos José Baldiga, Ediovani Gleison Demarco, Douglas Bonfante, e Ariel Paulo Narzetti foram denunciados pela
adulteração no leite encaminhado para a Cooperativa de Pequenos Agropecuaristas de Campinas do Sul (Coopasul). De acordo com as investigações, entre os dias 9 e
11 de março de 2015, no município de Ponte Preta, os Melati corromperam, adulteraram e alteraram leite in natura mediante a adição de água e de algum
soluto para aumentar o volume da carga. Por sua vez, o Presidente da Coopasul, Ariel Paulo Narzetti, junto aos responsáveis pelo laboratório da empresa Douglas Bonfante e
Marcos José Baldiga, além de Ediovani Gleison Demarco, que fazia as coletas de amostras da Coopasul (os quatro sabedores dos problemas na matéria-prima), recebeu a
substância alimentícia adulterada, corrompida e falsificada, destinada a consumo humano, mantendo-a, em depósito para vender.
Já
haviam sido denunciados, em maio deste ano, Odair Melati e Delair Salete Bolis Melati (sócios das empresas Transportes Melati & Bolis Ltda, Odair Melati Ltda e Transportes Delair
Melati Ltda); Franciel José Lazari, Ezequiel Ivan Sakrczewski, Vilmar Bonfante e Tarciano Hardt (motoristas de caminhões); Ariel Paulo Narzetti (Presidente da Cooperativa de
Pequenos Agricultores de Campinas do Sul – Coopasul); Douglas Bonfante e Marcos José Baldiga (Laboratoristas da Coopasul); Ediovani Gleison Demarco (responsável pela
coleta de amostras na Coopasul); Arino Adalberto Adami e Angelo Antonio Paraboni Filho (responsáveis pelo recebimento das cargas de leite adulteradas transportadas pela Transportes
Odair Ltda. e recebidas na empresa Cooperativa Tritícola de Erechim – Cotrel); Valdir Poganski, Lidia Bucior Poganski, Vilson Risson e Marizani Michelin Risson (produtores de
leite que aceitavam que Odair e Delair colocassem, nos talões de produtores, litragem a maior do que a quantidade produzida, para justificar o aumento gerado pela
adição de água). Douglas e Ariel seguem presos desde 22 de maio.