O motorista que ficou gravemente ferido após se envolver em um
acidente com um trem por volta das 19h de sábado (25) em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, morreu no final da noite no Hospital Cajuru, em Curitiba. Segundo a
Polícia Militar (PM), ao passar na linha férrea o homem foi arrastado pelo trem e ficou preso às ferragens. A esposa dele, que também estava no carro, teve
ferimentos leves.
Um dia antes, no mesmo local, outro veículo também foi arrastado por um trem. O motorista tinha 21 anos e morreu na hora. Outras duas
pessoas que estavam no carro também se machucaram, uma delas gravemente.
De acordo com os moradores, em menos de dois meses foram registrados cinco acidentes
com trens na região. Eles dizem que tanto os maquinistas dos trens quanto os motoristas que passam pelo cruzamento andam em alta velocidade. "Isso é um absurdo. Qualquer
hora pode acontecer uma tragédia ainda maior", reclama o morador Ismael Alves Cordeiro.
Os moradores organizaram um protesto na região a partir das
14h deste domingo.
Em nota, a América Latina Logística (ALL), responsável pela linha férrea que passa no trecho, declarou que lamenta os
acidentes e que seus trens trafegam dentro da velocidade permitida no trecho em questão. Veja a nota na íntegra.
A concessionária que
administra a linha férrea lamenta profundamente os fatos ocorridos nos dias 24 e 25/07 e reforça que, de acordo com o código de trânsito brasileiro, a linha
férrea é sempre preferencial, sendo considerado infração gravíssima transpô-la sem parar, já que o trem demora, em média, 500m para
parar totalmente depois de acionado os freios de emergência. Informa que o maquinista cumpriu todos os procedimentos de segurança, como acionamento de buzina e freios.
A empresa esclarece que seus trens trafegam dentro da velocidade permitida no trecho em questão e que cumpre todas as normas estabelecidas pela agência
reguladora.
A concessionária reitera ainda que realiza campanhas frequentes de conscientização nos cruzamentos com a ferrovia, além de
palestras educativas em escolas próximas à malha, para minimizar os riscos de acidentes envolvendo veículos, pedestres e trens.