O Ministério Público, através da Promotoria de Justiça Especializada Criminal, deflagrou
nesta segunda-feira (20) uma operação que apura supostas fraudes em licitações nas áreas de vigilância, portaria e limpeza no Rio Grande do Sul.
Foram cumpridos 10 mandados de prisão de 13 de busca e apreensão em Porto Alegre e Gravataí, Sapucaia do Sul e Cachoeirinha, cidades da Região
Metropolitana.
Entre os presos está um ex-administrador do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio - onde se realiza a Expointer. Conforme
as investigações, ele é suspeito de receber propina de empresários. O grupo seria chefiado pelo dono de uma empresa que, por meio de relações de
parentesco ou através de laranjas, comanda a maioria das demais.
O esquema envolveria 10 empresas de prestação de serviços terceirizados,
como limpeza predial, ascensoristas, vigilância privada, bilheteria, entre outros. Segundo o promotor Flávio Duarte, o grupo combinava preços para decidir quem venceria
as concorrências. Ainda conforme ele, apenas em 2014, as empresas participaram de pregões eletrônicos que movimentaram R$ 105 milhões em órgãos
estaduais e R$ 85 milhões em municípios gaúchos, um total de R$ 190 milhões.
Entre os órgãos estaduais lesados pela fraude
estão a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria da Agricultura (Seapa), Badesul, Banrisul, Centro Administrativo Fernando
Ferrari, Secretaria de Administração e Recursos Humanos, Secretaria de Infraestrutura, Secretaria da Educação, Procuradoria-Geral do Estado,
Fundação de Assistência Social e Cidadania de Porto Alegre, além da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde
(Hemocentro de Pelotas), secretarias de Saúde de Caxias do Sul, Tramandaí e Bento Gonçalves e o Hospital Regional de Santa Maria.