Em assembleia geral extraordinária, os servidores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aprovaram
o estado de greve da categoria. O ato ocorreu na tarde desta sexta-feira e contou com a participação de cerca de um terço do efetivo - por volta de 200 policiais.
Conforme o diretor social do sindicato da categoria, Maicon Nachtigall, a deflagração da greve dependerá do resultado das negociações com o governo
federal.
A maior reivindicação dos servidores é a reestruturação da carreira. Segundo Nachtigall, embora a escolaridade requisitada
tenha sido alterada, de ensino médio para o superior, não houve readequação salarial e nem a concessão de cláusulas sociais requisitadas pelos
policiais. “Ninguém recebe adicional noturno. Foi cortado há anos. Os adicionais de periculosidade e insalubridade também não são pagos”,
relatou o diretor.
Outra situação que desagrada a categoria é uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), recomendada pelo
Ministério Público Federal (MPF) do Distrito Federal, que não reconhece os serviços administrativos como atividade de risco – necessário para a
aposentadoria especial. Com isso, mais de 100 servidores atuam nesta função na Superintendência da PRF, em Porto Alegre, seriam prejudicados pelo não
reconhecimento. “Os policiais que atuam em setores administrativos não estão lá porque querem”, afirmou Nachtigall.
Na semana
passada, os agentes solicitaram, por meio de uma carta aberta, suas remoções das atividades administrativas. “Caso o direto à aposentadoria especial não
seja reconhecida, pode ocorrer a parada da máquina administrativa”, prevê. Atualmente a aposentadoria especial de 30 anos requer pelo menos 20 anos de atividade
exclusivamente policial – devido a situação de risco.
PRF está defasada em 500 policiais no RS, diz
sindicato
O fechamento de postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no interior do Estado também é motivo de
preocupação para os servidores devido ao acúmulo de trabalho gerado. Segundo o sindicato dos policiais rodoviários, dos 34 postos da PRF no Estado, pelo menos
nove estão fechados ou com o serviço prejudicado. Além disso, o sindicato afirma que o quadro de servidores no Estado conta com cerca de 700 policiais
rodoviários federais, enquanto o ideal seria de 1,2 mil servidores.