Um ciclista de 23 anos afirma ter sido agredido pelo dono de uma caminhonete estacionada irregularmente sofre a ciclofaixa da Avenida
Atlântica, em Balneário Camboriú, na noite da última sexta-feira (10). A Secretaria de Segurança Pública da cidade informou que irá
investigar o caso.
O sushiman Raul Zanardy voltava do trabalho para casa por volta das 23h quando se deparou com um carro estacionado em frente a um restaurante.
“Fiquei procurando o dono do carro e dois homens começaram a falar para eu ‘passar por cima’. Falei que estava na minha via e começaram a me xingar”,
conta o ciclista.
Ele afirma que, em seguida, começaram as agressões físicas. “O dono do veículo passou com a caminhonete por cima da
minha bicicleta e foi embora”, diz Zanardy. O amigo, segundo o ciclista, tentou ir para casa, mas acabou esperando a chegada da Guarda Municipal no restaurante.
Zanardy afirma que o homem “convenceu” os agentes a deixarem ele ir dirigindo o próprio carro até uma delegacia. Mas, segundo o rapaz, o homem foi chamado de
volta ao local porque policiais militares chegaram para lavrar um termo circunstanciado, que foi assinado pelos dois.
O jovem afirma que os agentes alegaram
não ter bafômetro para impedir que o motorista dirigisse.
“Fui menosprezando por ser ciclista e tatuado”, disse o sushiman, que afirma ter
passado por exame de corpo de delito no Instituto Geral de Perícias, na segunda-feira (12) e ainda sente dores nas pernas e nas costelas. Ele contratou um advogado e afirma que
está analisando quais providências vai tomar.
O secretário de Segurança Pública do município, Edemir Maister, afirma que o caso
está sendo apurado. “Não houve condução de ninguém ir à delegacia, a PM esteve no local e fez um termo circunstanciado”, disse o
secretário.
“Não acredito na possibilidade de que agentes tenham flagrado alguém bebendo e liberado para dirigir. De qualquer forma, tudo
está sendo apurado”, acrescentou Maister.