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14/07/2015 | 20:00 | Polícia

Uruguaio que disse ter participado da morte de Jango é preso no RS

Mario Neyra Barreiro estava foragido e portava documentos falsos, diz BM

Mario Neyra Barreiro estava foragido e portava documentos falsos, diz 

BM
Depoimento de Barreiro foi determinante para a exumação de Jango (Foto: Divulgação/BM)
O ex-espião da ditadura uruguaia Ronald Mario Neyra Barreiro, que disse ter participado de uma operação para planejar a morte do ex- presidente brasileiro João Goulart, foi preso na tarde desta terça-feira (14) em Porto Alegre. Recentemente, uma investigação foi aberta para apurar as causas da morte de Jango, mas o resultado foi considerado inconclusivo.
O uruguaio foi preso por volta das 15h30 na Vila Lupicínio, entre os bairros Cidade Baixa e Menino Deus. De acordo com o chefe da agência regional de inteligência do Comando de Policiamento da Capital (CPC), major Leandro Luz, ele estava foragido e foi flagrado usando documento falso. "Ele estava com prisão decretada, estava no regime aberto e não se apresentou, então está foragido", explicou Luz ao G1.
Em 2006, quando cumpria pena por crimes comuns em Charqueadas, na Região Carbonífera do estado, Barreiro afirmou em depoimento que espionava Jango durante o exílio e que teria participado de uma operação para trocar os remédios do ex-presidente por uma substância mortal.
O depoimento foi uma das evidências que levaram a Comissão Nacional da Verdade (CNV) a determinar a exumação do corpo de Jango com objetivo de realizar uma perícia para apurar a causa da morte. O exumação foi realizada em novembro de 2013 no cemitério onde o ex-presidente foi enterrado, em São Borja, sua terra natal. O resultado da perícia foi apresentado em dezembro de 2014 e não encontrou sinais de envenenamento.
Presidente deposto no golpe militar de 1964, Jango foi exilado e morreu na Argentina, em 1976. A causa oficial da morte foi infarto. Para a família, ele teria sido assassinado em uma ação da Operação Condor, aliança entre as ditaduras militares da América do Sul para perseguir opositores dos regimes. A suspeita levantada era de envenenamento por cápsula colocada no frasco de medicamentos que ele tomava para combater problemas no coração.
Fonte: G1
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