O Ministério Público (MP) iniciou nesta
quarta-feira (24) a ouvir os suspeitos envolvidos na fraude do queijo. Os depoimentos ocorrem em Três de Maio, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Na parte da manhã, o promotor
criminal Mauro Rockenbach ouve os responsáveis pela Laticínios Progresso que foram presos na semana passada: o proprietário Volnei Fritsch, o filho dele e contador,
Pedro Fritsch, e um sócio, Eduardo André Ribeiro. À tarde, irão depor as pessoas que respondem em liberdade: o motorista Arnildo Roesler, o secretário de
Agricultura de Três de Maio, Valdir Ortiz, e um fiscal municipal de Estância Velha, Roberto Nardi (este será ouvido no Vale do Sinos). A esposa de um dos envolvidos,
suspeita de lavagem de dinheiro, também irá depor.
A Promotoria investiga a comercialização de queijo com farinha e com leite rejeitado
pelas indústrias, em alguns casos, inclusive, produto que deveria ser inutilizado, bem como distribuição irregular para mais de vinte cidades gaúchas. A sede da
empresa, em Três de Maio, e um depósito, em Ivoti, foram interditados. A permissão era apenas para comercialização em Três de Maio. O
secretário de Agricultura do município e o fiscal da prefeitura de Estância Velha, investigados por facilitar o esquema criminoso, foram afastados. O secretário
consta até nas despesas mensais do laticínio. Na última sexta-feira, o MP descobriu que até queijo do futuro era produzido, já que a data de
fabricação era do dia 19 de junho e o produto foi apreendido dia 13. A denúncia deve ser oferecida até a próxima sexta-feira (26).