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18/06/2015 | 08:14 | Geral

Brechós infantis são ótimas opções para salvar o orçamento dos pais

Peças podem custar até 70% a menos do que nas lojas de roupas novas

Peças podem custar até 70% a menos do que nas lojas de roupas novas
O casal Everton e Daniela veste o pequeno Davi no brechó (Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS)
Quem tem criança em casa sabe: a cada estação é preciso renovar boa parte do guarda-roupa porque elas crescem sem parar... Mas o bolso dos pais nem sempre acompanha o crescimento dos pitocos. É aí que entra o brechó infantil, onde é possível comprar, vender ou trocar roupas, acessórios e calçados.
A ideia também faz sucesso nas redes sociais, como o Facebook, conectando mamães que querem vender as roupas dos seus filhos e comprar outras. Carine Oliveira é dona do Brechó Boutique do Bebê, em Alvorada, mas turbina suas vendas na internet:
— O Face facilita muito porque não vendo só para o pessoal de Alvorada. Mamães de Gravataí, de Viamão e até de Porto Alegre olham meus produtos e pedem para mandar pelo Correio. Expandi minhas vendas!
Ainda há grupos fechados de mamães na rede. Neles, elas fazem trocas e compram produtos. Para participar, tem que solicitar amizade e aguardar a confirmação para começar a negociar.
Como as crianças não usam as mesmas roupas por muito tempo, como acontece com os adultos, é possível garimpar nos brechós peças novinhas por preços em conta. Os valores variam bastante, mas há muitas roupinhas a partir de R$ 10, vestidos lindos de grife por R$ 50 e sapatinhos por R$ 15.
A dona de casa Rose Dresch, 40 anos, é fã dos brechós infantis. Ela tem três filhos e, há anos, frequenta o Brechó Cirandinha, na Avenida Protásio Alves, uma das 72 lojas de roupas usadas da Capital.
— É super em conta! Visto meus três filhos aqui — conta Rose.
Variedade
Uma das sócias da Cirandinha, Carla de Freitas, 42 anos, diz que os preços do brechó são, em média, 70% mais baratos do que nas lojas convencionais. Ela diz que o movimento da loja aumentou nos últimos meses e credita isso à crise econômica.
— As pessoas vêm por necessidade, para gastar menos. Como percebem que as roupas são de boa qualidade, acabam voltando — analisa.
Pai de Davi, quatro meses, o taxista Everton dos Santos, 34 anos, é frequentador:
— Tem roupa muito boa no brechó. Numa outra compra que fiz, gastei R$ 300 e levei mais de dez peças. Em uma loja de roupas novas, não teria comprado tanto.
Escolha bem
A produtora de moda do Diário Gaúcho, Anah Ferraz, ensina como comprar bem nos brechós infantis:
- Verifique o estado das roupas, tanto do lado direito quanto do avesso.
- Procure manchas, partes rasgadas, fiapos e outros detalhes que possam piorar com o uso.
- Também é importante observar forros, bolsos, fechos e botões.
- Priorize peças de qualidade, em bom estado e atemporais (que não saem de moda).
- Os cuidados devem ser redobrados com roupas de inverno para ter certeza de que não "pinicam" ou são feitas de material que pode causar alergia, como os sintéticos.
- Procure roupas e acessórios que tenham o máximo de utilidade como uma calça que sirva para passear, mas também para ir à escola.
- Casacos de inverno podem ser um tamanho maior, para que possam ser usados neste ano com mangas dobradas e, no próximo, estejam no tamanho certo da criança.
Em Três de Maio
Brechó Do-Ré-Mi - Av. Senador Alberto Pasquline
Fonte: Zero Hora
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