As polícias Civil e Militar e
o Exército apreenderam armas, balas e cartuchos em uma operação que investiga o comércio ilegal de munições em Fraiburgo, no Meio-Oeste
catarinense.
A ação ocorreu na tarde de segunda-feira e recolheu cerca de 50 revólveres, pistolas e espingardas e aproximadamente 37 mil
munições, sendo que a perícia ainda vai determinar quantos destes projéteis estão em situação irregular. Quanto aos armamentos, a
princípio todos seriam legais, mas foram apreendidos preventivamente por determinação do Judiciário.
Os materiais foram apreendidos em uma
loja que vende tecidos e armas em um mesmo espaço físico. A empresa em si trabalha dentro da lei, mas a investigação, que começou em 2011 e virou
inquérito em 2013, aponta que a comercialização de parte das munições era irregular.
— A empresa está regular, tem
matrícula no Exército e vende legamente armas e munições. O que levantamos é que, além do comércio legal, também havia venda ilegal.
A loja adquiria certa quantidade de projéteis e cartuchos junto aos fornecedores, mas não cadastrava tudo no Exército. Essa parte que não tinha registro era
vendida para pessoas de Fraiburgo e região que tinham armas também sem registro, mas que assim conseguiam comprar munição — explica o delegado Jhon Endy
Lamb, responsável pelo caso.
A área da loja que vendia armamentos foi fechada por pelo menos 30 dias, prazo do término do inquérito. Mandados
de busca e apreensão também foram cumpridos nas casas dos proprietários da empresa. Cinco das armas apreendidas são particulares dos donos, e pesa principalmente
sobre estas a dúvida quanto à legalidade, já que ainda não foram apresentados todos os documentos necessários para comprovar a origem. Os
proprietários da loja foram conduzidos junto com algumas testemunhas para prestar depoimento na delegacia de Fraiburgo e liberados em seguida.
Os nomes da
empresa e dos proprietários investigados não foram divulgados pela polícia para não atrapalhar as investigações e a conclusão do
inquérito.