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27/05/2015 | 05:56 | Praia Notícias | Polícia

Loja suspeita de venda ilegal de munições é alvo de operação da polícia e do Exército em Fraiburgo, no Meio-Oeste

Parte dos 37 mil projéteis e cartuchos recolhidos estariam em situação irregular; cerca de 50 armas foram apreendidas de forma preventiva

Parte dos 37 mil 

projéteis e cartuchos recolhidos estariam em situação irregular; cerca de 50 armas foram apreendidas de forma preventiva
Apreensão em Fraiburgo é resultado de investigação de quatro anos (Foto: Polícia Civil / Divulgação)
As polícias Civil e Militar e o Exército apreenderam armas, balas e cartuchos em uma operação que investiga o comércio ilegal de munições em Fraiburgo, no Meio-Oeste catarinense.
A ação ocorreu na tarde de segunda-feira e recolheu cerca de 50 revólveres, pistolas e espingardas e aproximadamente 37 mil munições, sendo que a perícia ainda vai determinar quantos destes projéteis estão em situação irregular. Quanto aos armamentos, a princípio todos seriam legais, mas foram apreendidos preventivamente por determinação do Judiciário.
Os materiais foram apreendidos em uma loja que vende tecidos e armas em um mesmo espaço físico. A empresa em si trabalha dentro da lei, mas a investigação, que começou em 2011 e virou inquérito em 2013, aponta que a comercialização de parte das munições era irregular.
— A empresa está regular, tem matrícula no Exército e vende legamente armas e munições. O que levantamos é que, além do comércio legal, também havia venda ilegal. A loja adquiria certa quantidade de projéteis e cartuchos junto aos fornecedores, mas não cadastrava tudo no Exército. Essa parte que não tinha registro era vendida para pessoas de Fraiburgo e região que tinham armas também sem registro, mas que assim conseguiam comprar munição — explica o delegado Jhon Endy Lamb, responsável pelo caso.
A área da loja que vendia armamentos foi fechada por pelo menos 30 dias, prazo do término do inquérito. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nas casas dos proprietários da empresa. Cinco das armas apreendidas são particulares dos donos, e pesa principalmente sobre estas a dúvida quanto à legalidade, já que ainda não foram apresentados todos os documentos necessários para comprovar a origem. Os proprietários da loja foram conduzidos junto com algumas testemunhas para prestar depoimento na delegacia de Fraiburgo e liberados em seguida.
Os nomes da empresa e dos proprietários investigados não foram divulgados pela polícia para não atrapalhar as investigações e a conclusão do inquérito.   
Fonte: Diário Catrinense
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