Um jovem foi baleado
no peito na madrugada deste domingo, 24, no centro de São Miguel do Oeste. Doglas Vogel, de 22 anos, segundo o Corpo de Bombeiros, foi atingido com um tiro no lado direito do peito.
A guarnição de resgate agiu rapidamente e socorreu a vítima com vida, mas Vogel morreu por volta das 2h no Hospital Regional de São Miguel do Oeste.
De acordo com os Bombeiros, uma mulher, ainda não identificada, também sofreu ferimentos e foi encaminhada para atendimento hospitalar. O crime aconteceu
em um posto de lavagem no cruzamento das ruas Almirante Tamandaré e Marechal Floriano.
O major da Polícia Militar, Marcelo de Wallau, afirmou que a
ocorrência iniciou depois de uma ligação à central, comunicando sobre perturbação do sossego. Uma guarnição foi acionada para resolver
o problema. Segundo o major, os policias pediram que o som automotivo fosse diminuído, contudo, outra ligação foi feita para a polícia.
Novamente no local, um grupo de pessoas e os policias iniciaram uma discussão. Conforme Wallau, a equipe solicitou apoio de outras guarnições. Quando o reforço
chegou, um policial estaria discutindo com Doglas. Neste momento, um agente foi até a viatura e pegou uma espingarda calibre 12 e efetuou o disparo que matou Doglas.
Segundo o major, o policial teria confundido a munição do armamento. A espingarda estava municiada com cartuchos letais e não balas de borracha.
Familiares e amigos pedem punição a policial que matou Doglas
Um grupo formado por familiares e amigos realizaram um
protesto na tarde deste domingo, 24, pedindo justiça ao policial militar que matou Doglas Vogel, de 22 anos, com um tiro de espingarda calibre 12.
Depois que a
vítima foi velada na igreja do bairro Morada do Sol, aproximadamente 200 pessoas, realizaram uma carreata pelas ruas do centro. Próximo ao 11º Batalhão de
Polícia Militar iniciaram uma passeata.
No momento em que passavam em frente a sede, gritos de justiça e assassino ecoavam no quarteirão. De
acordo com os familiares, a intenção é manter os protestos durante a semana, para que o policial sofra uma punição.