Um Leão-baio, animal silvestre em extinção, foi encontrado morto após ter sido atropelado na rodovia ERS 342, proximidades da
CCGL, próximo da cidade de Cruz Alta.
Descarta-se a hipótese de crime ambiental, já que não há marcas de tiros ou outro tipo de
agressão humana ao animal, exceto a batida com o veículo que o atropelou. Caso houvesse um crime ambiental, o responsável responderia a processo criminal e seria
multado em, no mínimo, R$ 500.
O leão-baio é o segundo maior carnívoro das Américas, menor apenas que a onça-pintada.
Vive entre o Sul do Chile e o Norte do Canadá e se adapta facilmente.
No Brasil, é conhecido também por puma, onça-parda e
suçuarana.
Muito semelhante ao leopardo, o leão-baio pesa geralmente entre 30 e 60 quilos, tem 1,1 metro de comprimento corporal e 60
centímetros de cauda. Um único felino corre um raio de até 40 mil hectares — 400 milhões de metros quadrados —, e chega a comer mais de uma tonelada
de carne por ano. Suas presas são animais silvestres, e os ataques a humanos são raros.
Populações de leão-baio têm se
estabilizado ou crescido em algumas regiões da América do Norte, mas podem estar em queda em áreas da América Latina devido à crescente
ocupação e aos desmatamentos desenfreados.
A necessidade de preservar o leão-baio se dá por vários motivos. A
extinção provocaria o aumento de pragas e roedores e desvalorizaria ainda mais o produto pecuário, causando efeitos negativos no tradicionalismo da região e,
consequentemente, no turismo rural.