A Brigada Militar (BM) de São Vicente
do Sul precisou pedir apoio de guarnições de três municípios da Região Central para conter uma briga generalizada que aconteceu em frente a uma boate na
madruga de domingo (17) no município. A estimativa é que um grupo com 25 vândalos tenha hostilizado uma dupla de policiais que foi atender a ocorrência antes de
pedir o apoio.
De acordo com o comandante da BM na região, Cel. Vornei Mendonça, o fato preocupa, porém ele assegura que "não
é de hoje que os policiais em todo o Estado pedem socorro para municípios vizinhos para atuações aonde o número de pessoas a serem abordadas pelos
policiais sejam em número maior".
Ao ser questionado sobre a falta de efetivo, ele comenta que essa deficiência na BM é histórica
no Estado: "Se sabe que em todos os municípios existe um número de policiais que é escalado para atender demandas que seriam consideradas normais dentro de uma
sociedade ordeira. Agora, no momento em que um grupo de 20, 25 pessoas se sobrepõe à atuação policial, isso é algo que foge da normalidade".
Conforme o registro policial, a confusão começou por volta das 4h, quando três jovens foram expulsos pelos seguranças por supostamente estarem
envolvidos em um tumulto e princípio de briga no Clube Vicentino. Depois de ter sido retirado, o trio teria iniciado outra briga, com outro grupo, em frente à boate, que fica
na Rua Sete de Setembro, no Centro.
Dois policiais tentaram acabar com a confusão, mas foram hostilizados pelos dois grupos. Os vândalos jogaram pedras
contra a porta de entrada e invadiram o prédio. Dentro da boate havia 120 pessoas. Eles roubaram celulares e bolsas de algumas delas.
Diante da
situação, a guarnição de São Vicente do Sul pediu apoio de Cacequi, Mata e Jaguari, que, juntas, somaram seis viaturas. Quando chegaram ao local, os
grupos já haviam se dispersado, mas não antes de a iluminação e lixeiras da Praça Borges de Medeiros serem depredadas.
A
Polícia Civil vai fazer perícia nesta segunda-feira (18) no prédio da boate.