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18/05/2015 | 06:15 | Praia Notícias | Polícia

Polícia faz simulação da morte de Mariane Telles no Oeste catarinense

Segundo delegado, adolescente foi morta no local de trabalho, em Joaçaba

Segundo delegado, adolescente foi morta no local de 

trabalho, em Joaçaba
Pertences de Mariane Teles foram encntrados no local do crime (Foto: Michel Teixeira/Atual FM)
A Polícia Civil de Joaçaba fez neste sábado  (16) e domingo (17) uma simulação da morte da jovem Mariane Telles, de 17 anos, no Oeste catarinense. O procedimento, conforme o delegado Daniel Régis, foi baseado no depoimento do jovem de 22 anos que foi preso e confessou o crime. Em coletiva de imprensa na tarde deste domingo (17), o delegado esclareceu algumas dúvidas em relação à morte. 
Segundo o delegado, o corpo de Mariane foi encontrado na cidade de Jaborá, também no Oeste. No depoimento, o suspeito havia relatado que a morte havia ocorrido naquela cidade. Porém, na simulação foi constatado que ela foi assassinada no local onde os dois trabalhavam, em Joaçaba, e o corpo foi levado posteriormente para o lugar onde foi achado.
Durante a reconstituição também foram encontrados pertences da adolecente, como o crachá, o tênis que ela estava usando no dia da morte e a bolsa, além de outros pertences que estavam no interior da bolsa. Também foi localizado um tapete que teria sido utilizado para arrastar o corpo. 
O delegado não quis dar outros detalhes das circunstâncias, mas afirmou que o inquérito com o resultado da investigação será entregue ao Ministério Público e à Justiça nos próximos dias. 
Prisão do suspeito
O suspeito foi preso temporariamente na sexta-feira (15). Ele disse à polícia que tinha um relacionamento amoroso com a adolescente e que a matou após ter brigado com ela.
Mariane desapareceu no dia 16 de março em Joaçaba e localizada a cerca de 36 quilômetros da cidade de Jaborá. O corpo dela foi encontrado um mês depois do desaparecimento.
Ela fazia um estágio em Joaçaba e, segundo colegas, no dia em que desapareceu, a garota deixou o trabalho no meio do expediente.
Versão
Suspeito e vítima trabalhavam no mesmo lugar. Conforme o delegado, "a versão dele é que eles tinham uma relação amorosa e ela queria que isso visse a público, mas ele é casado. Eles brigaram e ele acabou matando".
"Ele veio para ser ouvido e foi ouvido por quase cinco horas. Havia muitas contradições no depoimento e nas informações do inquérito e acabou confessando", afirmou o delegado responsável pelo caso, Daniel Régis.
Não está confirmado se a discussão entre os dois teria ocorrido no local onde o corpo foi encontrado, no interior de Jaborá. O suspeito era jardineiro no lugar onde a vítima era estagiária. De acordo com o delegado, no período da investigação, o jovem continuou trabalhando normalmente. Os pais da adolesente sabiam que eles se conheciam.
Até esta sexta, o Instituto Geral de Perícias (IGP) não havia entregado todos os laudos periciais. A estimativa é que o inquérito seja concluído de 30 a 60 dias. O suspeito foi preso temporariamente por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, e deve ser encaminhado ao Presídio Regional de Joaçaba na segunda (18). O delegado não informou como ele teria matado a vítima.
'Menina maravilhosa'
Segundo colegas, no dia em que desapareceu, a garota deixou o local no meio do expediente. Como não voltou para casa no horário, os pais da adolescente mobilizaram familiares, amigos e a polícia para procurá-la.
A garota morava com os pais em Herval d'Oeste, cidade vizinha a Joaçaba. Pai, mãe, a diretora do colégio em que estudou e as amigas de infância traçam o mesmo perfil da adolescente.
"Mariane era extremamente responsável, meiga, dedicada. Não tenho nem palavras, porque para nós enquanto escola, os três anos que conviveu com a gente, [ela foi] uma menina maravilhosa", afirmou a diretora Elisângela Scalabrin.
"Só me dá um sentimento de raiva nessa hora", lamentou Nadine Marchezi, amiga de infância de Mariane.
O corpo da vítima foi velado em uma igreja de Joaçaba. O sepultamento ocorreu no dia 17 de abril no jazigo da família, em Rio das Antas, também no Oeste catarinense.
Identificação
O corpo foi localizado por trabalhadores durante a colheita do pinhão na localidade de São João do Jacutinga, em Jaborá.
De acordo com o perito criminal Leandro Paniago, o corpo estava em avançado estado de decomposição, indicando que a jovem estava morta há 20 ou 25 dias.
Ainda segundo o perito, ela foi encontrada em uma propriedade e estava ao ar livre. Devido ao avançado estado de decomposição, o reconhecimento foi realizado por arcada dentária.
Fonte: G1
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