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09/05/2015 | 06:59 | Geral

AGCO demite 90 funcionários e dará férias coletivas em junho

Foto: Divulgação
A ACGO do Brasil, planta de Santa Rosa, dentro das 147 demissões anunciadas nos últimos dias, reduziu  a o número para 90 funcionários e deu início ao processo de desligamento nesta quinta-feira (07).
Segundo o Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Rosa, João Roque dos Santos, “na manhã quinta-feira fui chamado para comparecer na empresa, onde a direção nos comunicou que em virtude de  não ter sido aprovado pelos trabalhadores a proposta de suspensão de contrato de trabalho eles não tem outra saída senão fazer um novo enxugamento, mas passando das 147 demissões previstas para 90. Estas demissões começaram já na quinta-feira e a previsão é de que sejam concretizadas até na sexta-feira (08).
Negociamos com a empresa que os direitos dados aos outros funcionários fossem garantidos, ou seja, além das verbas rescisórias normais um salário a mais de plus e a manutenção do plano de saúde por mais 90 dias, e a empresa concordou com esta proposta”.
CAMPANHA SALARIAL
“Estamos apreensivos pois estamos agora dando início a largada da campanha salarial para tratarmos sobre o dissídio coletivo da categoria temos uma conjuntura totalmente desfavorável. Temos o fechamento do INPC que foi de 8,42 % e a nossa proposta inicial é a inflação acumulado do período e mais 3% de ganho real acima da inflação. Sabemos da dificuldade , mas esta não foi a primeira e não será a última crise do setor, mas não podemos deixar de fazer o tenciona mento porque sabemos que se ganhou muito dinheiro de 2009 para cá e se dividiu muito pouco, então tem muita gordura para queimar. Estamos apostando também que no segundo semestre tenhamos um cenário diferente para que possamos operar em uma condição melhor, explicou João Roque.
FÉRIAS COLETIVAS
O Presidente também informou que a empresa dará férias coletivas aos funcionários neste mês de junho, devendo retornar somente no início de julho.
“Estaremos vigilantes, pois existe uma contradição neste cenário pois a empresa ao mesmo tempo que demite está com um alto índice de horas-extras, e se isto continuar após estas demissões, tomaremos as medidas cabíveis por que não há como explicar este fato”, finaliza João Roque dos Santos.
Fonte: Santa Rosa em Dia
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