Um produtor de mel da Região Norte do Rio Grande do Sul encontrou uma forma de aproveitar melhor sua produção e até aumentar os ganhos da
família. No porão da casa onde mora no município de Erechim, Firmino Tebaldi passou a produzir um doce que leva mel e amendoim: o mandolate, também conhecido
como torrone.
Apicultor há mais de 15 anos, Tebaldi tem mais de cem caixas de abelhas. No ano passado, a produção rendeu mais de duas
toneladas de mel. A primeira colheita desta safra foi em dezembro de 2013, e a expectativa é de que, em vinte dias, mais mel seja retirado das caixas.
Com o
estoque cheio, o apicultor adaptou a receita do doce. "A venda de mel é meio limitada, daí surgiu a oportunidade de um dia fazer um mandolatinho caseiro, para a
gente, para a família comer", lembra.
A receita do mandolate veio de uma antiga fábrica em Erechim. Foram vários testes até
descobrir a quantidade de mel necessária para substituir o açúcar. Entretanto, a temperatura certa que o mel precisa chegar é um dos segredos que o o produtor
não quer revelar.
Entre os ingredientes, estão as claras de ovos batidas em neve, mel e amendoim. A massa retirada da batedeira é espalhada sobre
uma mesa de mármore. Aos poucos, as fatias ganham a forma do doce. A esposa do apicultor, Anita, ajuda o marido a embalar o produto, que é vendido para amigos e
vizinhos.
A produção de mel começou como um passatempo, depois da aposentadoria. "A gente tinha terra aqui, aí começou com uma
caixinha, duas, três, e comecei a gostar do serviço. Como sempre gostei de trabalhar com abelhas. Hoje estou com seis apiários”, orgulha-se.