Na última quarta-feira (08/04), na Câmara de Vereadores de Garruchos, lideranças regionais, entre prefeitos, vice-
prefeitos, vereadores, representantes da EMATER, FETAG-RS, sindicatos, órgãos de imprensa e associações, inclusive da Argentina, estiveram reunidos para tratar
da reunião regional sobre a barragem de Garabi e seu impacto nas comunidades atingidas.
A reunião foi conduzida pelo Coordenador Regional da
Comissão, Agnaldo Barcelos da Silva, também presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Antônio das Missões e Garruchos, e contou com a
participação de representantes do Consorcio Eletrobrás e ConsultGEL, empresa responsável pelo estudo ambiental e socioeconômico do empreendimento.
O principal assunto da pauta foi às respostas para as mais de quarenta questões que a região pontuou como indispensáveis de esclarecimentos, para
que os estudos tivessem continuidade. Algumas respostas foram dadas e outras apenas postergadas para serem respondidas nas próximas etapas do estudo.
A
Comissão saiu satisfeita com a participação da reunião, mas acredita carecer de muitas respostas para avaliar os impactos que o empreendimento pode trazer, como
por exemplo, o valor das indenizações, que não se sabe ao certo a base de cálculos. A resposta dada é de que as indenizações terão
como base o valor de mercado e será descontada a depreciação dos bens. Além disso, várias outras questões ficaram sem resposta, como o caso do
Porto Internacional de Porto Xavier, não se sabe se poderá continuar a travessia da balsa, se poderá ter ponte, o que inviabilizaria os avanços da economia
local. Sendo assim, ficou acordado que a ConsultGEL poderá seguir com o pré-cadastro, onde os atingidos só prestam informações básicas e não
assinam nenhum documento, e seguirá suspenso o cadastro socioeconômico, com informações mais detalhadas dos atingidos.
Segundo o Presidente
da Comissão, Agnaldo Barcelos da Silva, “a região necessita urgentemente de respostas, pois a população já está convivendo com as
consequências da barragem e não é possível aguardar as fases avançarem sem saber as reais consequências. Os municípios querem saber o
que vai acontecer com seus investimentos que ficarão debaixo d'água, como pontes, bueiros, estradas. Quem vai pagar estes novos acessos e indenizar os donos das terras
onde terão que ser feitos? Não sabemos ao certo a cota certa de alagamento em cada município, pois só se fala em variação, mas não em quanto
pode variar. Carecemos de respostas concretas para só então avaliar se o empreendimento é positivo ou negativo para a região”, concluiu.
A próxima reunião da Comissão Regional ocorrerá no dia 16 de abril, na cidade de São Nicolau.