Mais de 200 pessoas participaram na noite deste domingo, em Três Passos, no noroeste do Estado, da missa realizada pela passagem de um ano da morte de Bernardo Uglione
Boldrini, 11 anos, encerrando as homenagens ao menino assassinado em 4 de abril do ano passado. Depois da celebração, na Paróquia Santa Inês, no centro da cidade,
seguiram em uma caminhada até a casa onde o garoto morava.
No início da cerimônia religiosa, o padre Hélio Welter desmentiu boatos que
circulam em Três Passos dizendo que, neste momento, a Igreja Católica poderia estudar a beatificação de Bernardo. Desde o crime, que chocou o município de
24 mil habitantes, a casa da família Boldrini virou ponto de peregrinação em razão da trágica morte do menino — segundo as
investigações, o assassinato teve a participação do pai e da madrasta, além de uma amiga e seu irmão.
- A Igreja tem normas
muito claras e muito curtas. Isso foi um crime, um crime covarde, que está no fórum adequado e que logo mais terá sua sentença, que esperamos, seja a mais justa
possível — afirmou o religioso. — Diante da imensidão dos crimes contra a infância, teríamos de organizar um exército para combater este tipo
de crime.
Emocionado, o padre Rudinei da Rosa, que sucedeu Welter durante a celebração, também demonstrou esperança de que a justiça
seja feita no caso:
— Estamos de olho. A busca por justiça é humana e não pode parar.
A emoção foi mais forte
quando, ao chegar em frente à casa, um coral fez uma apresentação e velas foram acesas.