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06/05/2025 | 06:20 | Polícia

Suspeito de liderar plano de atentado terrorista em show de Lady Gaga é preso novamente em Novo Hamburgo

Apontado como líder do grupo extremista, homem de 49 anos foi detido preventivamente por determinação judicial

Apontado como líder do grupo extremista, homem de 49 anos foi detido preventivamente por determinação judicial
Suspeito é investigado por atos de terrorismo, atentado e discurso de ódio. Polícia Civil / Divulgação

O morador de Novo Hamburgo suspeito de planejar um atentado com bomba e coquetel molotov no show da Lady Gaga, no Rio de Janeiro, foi preso novamente nesta segunda-feira (5), no bairro Rondônia, na cidade do Vale do Sinos. Ele não teve o nome divulgado.

Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), a prisão preventiva foi decretada no domingo (4), pela juíza de Direito Fabiana Pagel, do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp). As diligências foram cumpridas na tarde desta segunda-feira pela 1ª Delegacia de Polícia (1ª DP) de Novo Hamburgo.

Na decisão, a magistrada justificou a detenção com base na gravidade do caso e pelo fato de o suspeito ser investigado por atos de terrorismo, atentado e discurso de ódio. Além disso, a medida levou em consideração o fato de que o suspeito teria três armas de fogo em sua posse.

O homem ainda deve passar por audiência de custódia. A investigação sobre o possível atentado segue em andamento pela Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro.

Primeira prisão

O homem de 49 anos foi preso em flagrante no sábado (3), no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Ele foi solto após pagar fiança, mas não compareceu à audiência de custódia.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência dele, a polícia encontrou armas de fogo, o que levou à prisão. Conforme as investigações, ele seria um dos instigadores das explosões no show.

A tentativa de atentado

Uma ligação para o disque-denúncia levou a polícia a descobrir um plano de atentado a bomba no show da cantora Lady Gaga, no Rio de Janeiro. O ataque ocorreria com uso de explosivos improvisados e coquetéis molotov, numa espécie de “desafio coletivo”, para obter notoriedade nas redes sociais.

Segundo o alerta, os alvos dos ataques seriam crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+ presentes no show.

Segundo a investigação, seriam nove os envolvidos no suposto complô terrorista, sendo três gaúchos. A ação, coordenada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e Ministério da Justiça, cumpriu 15 mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos.

Além dos alvos no RS, foram cumpridos mandados na cidade do Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias e Macaé, no estado do RJ; Cotia, São Vicente e Vargem Grande Paulista, em São Paulo; e Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso. Um adolescente foi apreendido no Rio, por armazenamento de pornografia infantil.

O grupo também agiria na internet com recrutamento de jovens com discurso de ódio, automutilação, pedofilia e conteúdos violentos. 

Operação Fake Monster

A operação da polícia foi nomeada de "fake monster" em alusão ao apelido dado aos fãs de Lady Gaga, chamados de "little monster" ou monstrinhos.

Fonte: GZH
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