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26/04/2025 | 05:57 | Polícia

Homem é condenado a 26 anos de prisão por matar personal trainer e abandonar corpo em frente à casa dos pais da vítima

Alexsandro Gunsch, 49 anos, foi acusado por homicídio qualificado pela morte de Débora Michels Rodrigues da Silva, 30 anos

Alexsandro Gunsch, 49 anos, foi acusado por homicídio qualificado pela morte de Débora Michels Rodrigues da Silva, 30 anos
Débora Michels Rodrigues da Silva, 30 anos, a Debby, era personal trainer. Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Alexsandro Gunsch, 49 anos, foi condenado a 26 anos e 8 meses anos de prisão pelo assassinato de Débora Michels Rodrigues da Silva, 30. A sentença foi proferida na madrugada deste sábado (26), após mais de 16 horas de julgamento. Os dois estavam em processo de separação quando o crime ocorreu em 26 de janeiro de 2024, em Montenegro, no Vale do Caí. O corpo da vítima foi abandonado na calçada em frente à casa da família de Débora.

Gunsch foi condenado pelo crime de homicídio qualificado por feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Esta foi a segunda tentativa de julgar Gunsch. Em março, no começo da sessão, a juíza Débora Vissoni anunciou que o réu havia revogado os poderes da advogada que lhe defendia até então. Como ele não apresentou nova defesa, o julgamento não pode ser realizado. Dias depois, nova data foi agendada pelo Judiciário. 

O homem está preso desde 28 de janeiro de 2024, quando apresentou-se à Polícia Civil e confessou o assassinato da companheira.

Comoção

A morte de Débora causou comoção no município de Montenegro, onde chegou a ser realizado um protesto. Debby, como era conhecida, atuava como personal trainer desde 2011. Nas redes sociais, ela compartilhava dicas de treinos e rotina na academia.

Formada em Educação Física pela Unisinos, trabalhava em uma academia em Montenegro. Dedicada aos cuidados com o corpo, ela também chegou a vencer competições de fisiculturismo. Alexsandro também é fisiculturista.

Relembre o caso

Débora Michels Rodrigues da Silva foi encontrada morta na manhã de 26 de janeiro do ano passado, em frente à casa dos pais. À Polícia Civil, o homem admitiu ter agredido a mulher e ter abandonado o corpo dela na calçada.

Em depoimento, Gunsch disse à polícia que, durante uma discussão, ele e a vítima trocaram agressões. Na sequência, ele teria a segurado pelo pescoço, levantado e a arremessado contra um guarda-roupas, momento em que ela teria começado a passar mal.

Depois, ele relata que colocou Débora no carro e, no deslocamento, percebeu que ela estava morta. Gunsch disse ter ficado desesperado com a situação e decidido deixar o corpo em frente à casa da família.

Acusação diz que crime foi premeditado

No entendimento do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), no entanto, o crime teria acontecido de outra forma. Para a acusação, ele assassinou Débora de forma premeditada. Após fazer uso de cocaína, por estar irritado pelo término do relacionamento, teria esganado a personal trainer.

Após, conforme o MP, o homem recolheu o corpo dela, colocou em seu carro e abandonou em frente à casa dos pais dela. A morte, conforme certidão de óbito, foi causada por asfixia mecânica. Para o Ministério Público, o motivo torpe se dá em razão do sentimento de posse do réu em relação à vitima.

Dois dias antes de ser encontrada morta, Débora havia feito a vistoria no imóvel onde planejava recomeçar a vida.

Contraponto

Zero Hora entrou em contato com a defesa de Alexsandro Gunsch e aguarda retorno.

Como pedir ajuda

Brigada Militar – 190

  • Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil

  • Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
  • Em Porto Alegre, a Delegacia da Mulher na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
  • As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.

Delegacia Online

  • É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.

Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180

  • Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.

Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556

  • Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).

Centros de Referência de Atendimento à Mulher

  • Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.
Fonte: GZH
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