Durou quatro horas a reunião de caminhoneiros
com representantes do Governo Federal. Os pleitos da categoria foram apresentados, mas as negociações não avançaram. Segundo o deputado federal Osmar Terra, do
PMDB gaúcho, que estava na reunião, o Governo pediu prazo para avaliar a pauta e dar uma resposta à categoria. O ministro dos Transportes, Antônio Carlos
Rodrigues, disse que a questão do preço mínimo do frete ainda precisa ser avaliada, já que não se tem certeza da constitucionalidade. O Governo ficou de
avaliar também a viabilidade de uma emenda ao projeto que reajusta a tabela do Imposto de Renda, que retira o PIS e Cofins do Diesel, e sugere o aumento de outros impostos no lugar.
Segundo Osmar Terra, os caminhoneiros se comprometeram em dar uma trégua nos protestos até o dia 22 de abril, data da nova reunião.
"Vão dar até o dia 22 (de abril) e se o Governo não tiver nenhum fato concreto, dia 23 param de novo", conta Terra.
O deputado Covatti
Filho, do Partido Progressista, que também estava na reunião, gravou a manifestação de Henrique Ferla, caminhoneiro de Garibaldi, que alertou para novas
manifestações, caso o Governo não atenda as reivindicações.
"Esses meus colegas pediram; vai lá e peça e o
Governo que nos atenda, sim. Se o Governo nos atender, eu digo que o Governo nos atendeu e vamos trabalhar. Se o Governo não atende, eu digo não atendeu e essa gente vai estar
esperando", alertou o caminhoneiro.
Também participaram da reunião o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel
Rossetto, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Jorge Bastos, deputados, senadores e representantes de entidades sindicais de classe. Uma comissão
externa foi criada na Câmara dos Deputados para acompanhar a situação dos caminhoneiros.