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25/02/2025 | 05:21 | Polícia

Padrasto denunciado por estuprar e matar bebê de um ano vai a júri nesta terça-feira

Crime ocorreu em fevereiro de 2024 na zona leste da Capital. MP espera condenação por pena máxima, diz promotor

Crime ocorreu em fevereiro de 2024 na zona leste da Capital. MP espera condenação por pena máxima, diz promotor
Padrasto foi autuado em flagrante e segue preso pelo crime. Eduardo Paganella / RBS TV

Um homem de 23 anos, acusado de estuprar, torturar e matar a enteada de um ano, será julgado nesta terça-feira (25), na 4ª Vara do Júri do Foro Central, em Porto Alegre. O padastro foi denunciado pelo Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul pelos crimes que ocorreram no dia 5 de fevereiro do ano passado em uma casa no bairro Lomba do Pinheiro, zona leste da Capital.

O homem, que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante pelo crime e segue recolhido no sistema prisional, preso preventivamente.

De acordo com o MP, o homem namorava a mãe da menina havia cerca de seis meses quando cometeu o crime. Conforme a denúncia, a bebê estava sob os cuidados do acusado, na casa da irmã dele. A mãe da menina não estava em casa pois havia saído para o trabalho. Para a promotoria, houve dissimulação, já que o réu se aproveitou da situação para praticar o abuso sexual.

A acusação pelo MP será feita pelos promotores Eugênio Paes Amorim e Maura Lelis Guimarães Goulart.

— No julgamento desta terça-feira, nós teremos a oportunidade de conhecer, experimentar, viver, o mais intenso da maldade humana — diz Amorim.

O promotor ainda falou sobre a expectativa da condenação do réu. 

— O MP vai atuar no júri para que este réu seja condenado com a pena máxima.

O nome do réu não foi divulgado, porque o caso tramita em segredo de justiça. Conforme o Tribunal de Justiça, o homem possui antecedentes por lesão corporal, ameaça e agressão.

O crime

De acordo com a investigação da Polícia Civil, no fim da tarde de 5 de fevereiro de 2024, a irmã do padrasto teria encontrado a criança desacordada em frente a um ventilador ao chegar em casa. Quando questionado sobre o que aconteceu, o padrasto teria dito que deu uma mamadeira para a menina, e que ela teria se engasgado

A mulher pediu então ajuda a uma vizinha, e as duas levaram a bebê ao Hospital da Restinga. Na casa de saúde, a equipe médica tentou reanimar a menina, mas ela não resistiu. 

Ao perceber que a criança apresentava lesões no rosto, na mandíbula, na têmpora e na clavícula, os funcionários do hospital acionaram a Brigada Militar. Já durante o atendimento, foi constatado que a bebê apresentava também marcas de abuso sexual.

Denúncia

O réu responde por estupro de vulnerável e homicídio majorado, por ter sido cometido por alguém que detinha autoridade sobre a vítima. O homicídio foi qualificado devido ao sadismo durante a prática sexual, meio cruel, uma vez que o crime envolveu asfixia e tortura, por ter sido cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima, sem possibilidade de reação ou intervenção de terceiros.

O homicídio foi qualificado ainda como feminicídio, por questões de gênero.

As qualificadoras do crime são:

  • Motivo torpe, pelo emprego de sadismo durante a prática sexual.
  • Meio cruel, com asfixia.
  • Emprego de tortura, devido à sequência de agressões e múltiplos ferimentos.
  • Recurso que dificultou a defesa da vítima, por estar sob seus cuidados sozinha, sem possibilidade de intervenção de terceiros.
  • Feminicídio, por questões de gênero.
  • Crime contra menor de 14 anos.
  • Autoridade sobre a vítima, devido ao vínculo de poder do denunciado.

* Produção: Camila Mendes

Fonte: GZH
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