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21/01/2025 | 04:56 | Polícia

Marido e sogra de mulher presa por suspeita de envenenamento prestam depoimento à polícia

Deise Moura dos Anjos está detida desde o dia 5 de janeiro após três pessoas morrerem em Torres, no Litoral Norte, após consumirem alimento com veneno. Ela é investigada por outras mortes

Deise Moura dos Anjos está detida desde o dia 5 de janeiro após três pessoas morrerem em Torres, no Litoral Norte, após consumirem alimento com veneno. Ela é investigada por outras mortes
Polícia Civil aponta que Deise (E) tinha a sogra Zeli (D) como o

A sogra e o marido da mulher presa por suspeita de ter envenenado o bolo que deixou três pessoas mortas em Torres, no Litoral Norte, prestaram depoimentos, como testemunhas, nesta segunda-feira (20) à Polícia Civil. 

Conforme o delegado Marcus Vinicius Veloso, que investiga o caso, cada testemunha falou por cerca de cinco horas à polícia, totalizando aproximadamente 10 horas de detalhamentos para a resolução da investigação. O teor de cada depoimento, contudo, não foi divulgado.

Segundo a investigação, Zeli Teresinha Silva dos Anjos seria o "principal alvo" de Deise Moura dos Anjos. Ela comeu o bolo e ficou 19 dias internada. Ela e Diego Silva dos Anjos não são tratados como suspeitos pela polícia. A informação sobre os depoimentos foi confirmada à reportagem pela Polícia Civil do RS.

Deise está presa temporariamente, e é investigada por suspeita de triplo homicídio e de três tentativas de homicídio, todas envolvendo o caso do bolo envenenado. Ela também é investigada pela morte do sogro, marido de Zeli, que morreu em setembro após ingerir arsênio.

A polícia afirma que Deise comprou arsênio quatro vezes em um período de quatro meses. Uma das compras ocorreu antes da morte do sogro – que morreu por envenenamento – e as outras três, antes da morte de três pessoas que consumiram o bolo envenenado, em dezembro. O veneno teria sido recebido pelos Correios.

A Polícia Civil afirma que há "fortes indícios" de que Deise tenha praticado outros envenenamentos e não descarta novas exumações. A RBS TV apurou que a suspeita envolve o pai de Deise. José Lori da Silveira Moura morreu aos 67 anos, em Canoas, em 2020, supostamente por cirrose. Devido ao comportamento "frio", a polícia busca esclarecer outros casos de morte de pessoas próximas a ela.

Exames realizados na urina do marido e do filho de Deise apontaram resíduos de arsênio, o mesmo veneno encontrado no bolo de reis.

Polícia diz que sogra era alvo

Segundo o delegado responsável pelo caso, Marcos Veloso, a sogra da suspeita era o principal alvo dos envenenamentos.

"Ela (Deise) estava no dia 2 de setembro, quando ela (Zeli) fez o café com leite em pó e tudo mais, junto com seu marido, e também estava no local em que Zeli fez o bolo em Arroio do Sal e ela também consumiu o bolo e também foi para o hospital", diz.

A polícia já confirmou que Deise levou o leite em pó para a casa dos sogros. Agora, a investigação tenta entender como a farinha usada para fazer o bolo de Natal parou na dispensa de Zeli.

O que diz a defesa de Deise

Em nota divulgada no dia 10 de janeiro, a defesa da suspeita Deise Moura dos Anjos, presa temporariamente, alega que "as declarações divulgadas ainda não foram judicializadas no procedimento sobre o caso" e que "aguarda a integralidade dos documentos e provas para análise e manifestação".

"As declarações divulgadas na coletiva de imprensa ainda não foram judicializadas no procedimento sobre o caso, assim a Defesa aguarda a integralidade dos documentos e provas para análise e manifestação.

A Defesa já realizou requerimentos e esclarecimentos no inquérito judicial, referentes aos andamentos da investigação, aguarda neste momento decisão judicial."

Fonte: GZH
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