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18/01/2025 | 06:27 | Polícia

Mulher suspeita de matar grávida para roubar bebê em Porto Alegre vai passar por primeira audiência em fevereiro

Inquérito aponta que Joseane de Oliveira Jardim atraiu Paula Janaina Ferreira Melo até a casa onde foi assassinada, sob a justificativa de doação de um carrinho de bebê, em 14 de outubro de 2024. A ré será levada a júri

Inquérito aponta que Joseane de Oliveira Jardim atraiu Paula Janaina Ferreira Melo até a casa onde foi assassinada, sob a justificativa de doação de um carrinho de bebê, em 14 de outubro de 2024. A ré será levada a júri
Joseane de Oliveira Jardim foi presa em flagrante na noite de 15 de outubro em um hospital da Zona Norte. Polícia Civil / Divulgação

Joseane de Oliveira Jardim, 42 anos, acusada de assassinar a gestante Paula Janaína Ferreira Melo, 25, para ficar com seu bebê, deve passar por audiência de instrução no dia 18 de fevereiro. O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça em 4 de novembro. A denúncia oferecida pelo Ministério Público foi aceita pela Justiça em 22 de novembro. 

A acusada responde pelos crimes de homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante, parto suposto e ocultação de cadáver. A polícia concluiu o inquérito com o indiciamento de Joseane e remeteu à Justiça no dia 4 de novembro.

As qualificadoras do homicídio são motivo torpe, emprego de meio cruel para dificultar a defesa da vítima, dissimulação e para assegurar a execução de outro crime. Ela segue presa preventivamente em Guaíba.

Joseane deve ser submetida ao Tribunal do Júri, mas a data ainda não foi definida. Segundo a advogada dela, Sharla Rech, a ré deseja ser submetida ao júri "confiante na avaliação de que seus pares terão acerca das razões dos fatos e sua dinâmica".

De acordo com o Tribunal de Justiça do RS (TJ), a denúncia foi aceita pela Juíza de Direito, Anna Alice da Rosa Schuh, da 1ª Vara do Júri do Foro da Comarca de Porto Alegre, por estarem presentes a materialidade e os indícios suficientes de autoria. Durante a audiência, as partes envolvidas poderão apresentar provas e argumentos perante a magistrada.

O que diz a defesa

A advogada Sharla Rech e o advogado Richard Noguera frisam que "a Defesa Técnica de Joseane Oliveira Jardim tem trabalhado para garantir que o processo tenha um andamento célere e que todos os direitos e garantias fundamentais sejam respeitados, conforme consagrado na lei". 

Além disso, a defesa afirma que a audiência de instrução "será crucial na coleta de informações essenciais ao correto julgamento do caso, o qual deverá ser submetido ao Tribunal do Júri." 

— Salienta-se que a Joseane deseja ser submetida a julgamento popular, confiante na avaliação de que seus pares terão acerca das razões dos fatos e sua dinâmica — afirma Sharla.

Sobre o caso
Paula Janaina Ferreira Melo, 25, foi assassinada no bairro Mario Quintana, na zona norte de Porto Alegre, em 14 de outubro. A suspeita é que Joseane, que morava no mesmo bairro, teria atraído a vítima até a residência onde foi morta, sob a justificativa de doação de um carrinho de bebê. O objetivo seria o roubo do bebê de Paula, que foi retirado do seu ventre.

Na noite de 15 de outubro, Joseane foi presa em flagrante em um hospital de Porto Alegre. Ela e o bebê foram levados até o local pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) acionada para prestar socorro após a mulher simular um parto.

No hospital, os médicos efetuaram exames e constataram que ela não poderia ter dado à luz àquela criança e acionaram a polícia. Joseane optou por permanecer em silêncio na delegacia.

Durante a perícia, foi constatado que o cadáver da vítima estava embaixo da cama de Joseane, embalado em cobertores e sacos plásticos. O corpo de Paula tinha duas lesões na cabeça e uma no abdômen. O bebê não tinha nenhum sinal de violência externa, mas não sobreviveu.

Joseane tinha remédios para depressão em casa. Conforme a vizinhança, a suspeita tem dois filhos adultos, que eram adotados. Eles já não viviam com ela. O marido dela também prestou depoimento, mas somente na condição de testemunha. A polícia concluiu no inquérito que Joseane agiu sozinha.

Fonte: GZH
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